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Fundos de ações setoriais são drenados em ritmo recorde nos EUA

(Bloomberg) -- O iminente mercado de baixa nos EUA parece não poupar nenhum canto do mundo da renda variável. O exemplo mais recente são os fundos setoriais negociados em bolsa, que tiveram saídas recordes este mês.

Cerca de US$ 11,9 bilhões foram retirados dos ETFs dedicados a setores específicos até agora em maio, colocando a categoria a caminho da maior queda mensal já registrada, segundo dados da Bloomberg Intelligence. Essa é a primeira vez que esses ETFs registram saídas líquidas desde setembro de 2020.

A magnitude das retiradas mostra a amplitude da liquidação do mercado com o aperto monetário do Federal Reserve para combater a inflação.

O dinheiro saiu de todos os setores, exceto produtos básicos de consumo, que tiveram US$ 154 milhões em entradas à medida que os consumidores transferem seus gastos para o essencial em meio a crescentes pressões de preços.

Embora episódios anteriores de perdas generalizadas em vários setores tenham sido seguidos de intervenções do Fed para acalmar os mercados, nenhum alívio é esperado desta vez, disse Eric Balchunas da Bloomberg Intelligence.

“Dado o quanto operadores giram de um setor para o outro, sempre que você vê quase todos eles com saídas, é um mau sinal porque mostra que nada está funcionando, não há saída”, disse Balchunas, analista sênior de ETFs.

O S&P 500 chegou a cair 2,5% na terça-feira antes de reduzir as perdas. Quase todos os setores caíram até agora em 2022, exceto o de energia, que se recuperou quando a invasão da Ucrânia pela Rússia alimentou um aumento nas commodities.

Embora os investidores tenham sacado dinheiro indiscriminadamente de fundos setoriais, o desempenho está longe de ser uniforme. Os dados da BI mostram um spread recorde de 85 pontos percentuais entre os setores de melhor e pior desempenho nos últimos 12 meses.

As saídas de ETFs setoriais este mês segue um recorde de US$ 119 bilhões em 2021. Para a State Street Global Advisors, uma emissora líder desta categoria de fundos, as saídas mostram que operadores mudam sua exposição à medida que reina o sentimento de baixa.

“Não é bom. É a redução geral do risco”, disse Matt Bartolini, chefe de pesquisa dos fundos SPDR da State Street, no programa “ETF IQ” da Bloomberg Television. “O mercado eventualmente começará a encontrar alguma forma de fundo do poço e, em geral, os setores são uma forma realmente forte de geração alfa e, se tivermos uma visão de longo prazo, o valor de seu uso em portfólios continua intacto.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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