Mercado fechará em 3 h 13 min
  • BOVESPA

    109.709,32
    -423,21 (-0,38%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.040,51
    -160,08 (-0,38%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,13
    -0,58 (-1,27%)
     
  • OURO

    1.813,70
    +2,50 (+0,14%)
     
  • BTC-USD

    17.145,08
    -834,09 (-4,64%)
     
  • CMC Crypto 200

    335,00
    -35,52 (-9,59%)
     
  • S&P500

    3.629,65
    -5,76 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    29.872,47
    -173,77 (-0,58%)
     
  • FTSE

    6.358,01
    -33,08 (-0,52%)
     
  • HANG SENG

    26.819,45
    +149,70 (+0,56%)
     
  • NIKKEI

    26.537,31
    +240,45 (+0,91%)
     
  • NASDAQ

    12.190,25
    +38,00 (+0,31%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3335
    -0,0042 (-0,07%)
     

Fundo de recuperação da UE pode sofrer atrasos por risco de veto

Nikos Chrysoloras e András Gergely
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A negociação sobre o pacote de recuperação econômica da União Europeia, financiado conjuntamente, corre o risco de mais atrasos, alertou um diplomata na segunda-feira, após Hungria e Polônia insistirem que vetarão o processo.

Embora líderes da UE tenham fechado um acordo em julho sobre o orçamento do bloco para os próximos sete anos, juntamente com um programa de estímulo financiado por dívida conjunta, partes do pacote ainda precisam de apoio unânime dos estados membros. As negociações entre os embaixadores na tarde de segunda-feira em Bruxelas não devem produzir consenso, disse o diplomata, que não quis ser identificado.

Hungria e Polônia disseram que discordam de um acordo fechado na semana passada entre a Alemanha, que representa os governos nacionais nas negociações, e parlamentares da UE, que também têm poder de veto, sobre exigências para o o desembolso de 1,8 trilhão de euros (US$ 2 trilhões). Os dois governos do Leste Europeu dizem que a chamada condicionalidade do estado de direito os estigmatiza injustamente em relação a seus padrões democráticos.

“No que diz respeito ao futuro dos nossos filhos e netos, a Hungria e os húngaros não concordam com compromissos, seja no caso de uma revolução ou apenas de um simples veto”, disse na segunda-feira a ministra da Justiça húngara, Judit Varga, em um post em sua página no Facebook. “Não é a Hungria que está chantageando e pressionando Bruxelas nas negociações sobre o financiamento do orçamento da UE, mas o contrário.”

Crise orçamentária

As negociações meticulosas sobre os termos do pacote já estão atrasadas, e o diplomata sênior da UE em Bruxelas disse que um bloqueio da Hungria os lançaria em uma nova crise. O diplomata reiterou que os atrasos agora são inevitáveis e que os líderes da UE podem ter que interferir no processo quando realizarem uma videoconferência na quinta-feira.

A Hungria deve receber quase 7 bilhões de euros em subvenções do estímulo planejado da UE, além de suas alocações regulares do bloco. A Polônia, também entre os principais beneficiários do orçamento, deverá obter quase 25 bilhões de euros em subvenções do pacote de estímulo adicional, com base em cálculos da Comissão Europeia a preços constantes de 2018.

Grupos de lobby de empresas polonesas disseram em comunicado conjunto que um veto prejudicaria a capacidade da economia de se recuperar após a pandemia, reduziria o interesse de investidores e deixaria o país “sozinho e em desacordo com seus aliados na Europa”. Mas os interesses econômicos parecem estar perdendo para os políticos. O ministro da Justiça e aliados exigem publicamente que o primeiro-ministro do país rejeite o plano orçamentário ou estará sujeito a graves consequências.

“Este é um momento-chave em nossa história, quanto vale a soberania, um bilhão, várias dezenas de bilhões, várias centenas de bilhões de euros? Para nós, não tem preço”, disse na segunda-feira o vice-ministro da Justiça da Polônia, Michal Wojcik.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.