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Fundo de maconha ganha versão light para investidores do varejo

ISABELA BOLZANI
***ARQUIVO***JOÃO PESSOA, PB, 11.09.2019 - Plantação de cannabis da Abrace Esperança, única associação no país com autorização judicial para o cultivo e extração do óleo a base de CBD (canabidiol). (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O fundo temático de canabidiol, lançado em outubro, ganhou uma versão mais leve para abranger os investidores do varejo. O fundo Canabidiol Light passa a valer a partir desta terça-feira (19) e terá 20% da sua carteira investida no fundo original e os 80% restantes em títulos de renda fixa pós-fixados.

De acordo com o sócio fundador da Vitreo, fintech (empresa de tecnologia voltada para o setor financeiro), George Waschmann, a meta do novo fundo é captar a mesma quantia do original: R$ 100 milhões. "Quando lançamos o primeiro fundo, tivemos um interesse muito grande de clientes que não se encaixavam no perfil de investidor qualificado. Essa versão mais light vem para atender essa demanda e tem potencial para até superar a quantia captada inicialmente pelo fundo original", afirmou.

O fundo original, denominado Vitreo Canabidiol FIA IE, lançado em 29 de outubro, captou R$ 20 milhões nas duas primeiras semanas. Com 100% da sua carteira alocada no exterior, porém, era voltado apenas para investidores qualificados (que tenham pelo menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras ou que possuam alguma das certificações validadas pela CVM).

"Essa versão com 80% em títulos públicos acaba diluindo um pouco a volatilidade, tanto para o bem quanto para o mal. É um mercado novo e que oscila muito, mas que tem grande potencial de crescimento. Mas é importante destacar, principalmente para os investidores de varejo, que esse investimento é para ser apenas uma casquinha da parcela de risco do portfólio", acrescentou Waschmann.

O Canabidiol Light tem aporte mínimo de R$ 5.000 e prazo de resgate médio de dez dias (no jargão do mercado, em D+10), tendo ainda de um a dois dias úteis para a conversão das cotas em dinheiro (a chamada cotização).

O total de taxa cobrada no fundo é de 0,452% (considerando-se a taxa ponderada do fundo e as tarifas de administração e custódia). O fundo ainda sofre incidência da alíquota de Imposto de Renda, com tabela regressiva (quanto mais tempo o dinheiro é deixado na carteira, menor o imposto pago).

O fundo original, que investe em mais de 80 empresas do setor da cannabis por meio de ações e ETFs (da sigla em inglês para Exchange-Traded Funds), fundos negociados em Bolsas de valores no exterior e com a temática canabidiol, caía mais de 10% nesta terça.