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Fundo do Goldman aposta em dívida de fronteira e recua em BRICS

Ben Bartenstein
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O aumento de casos de Covid-19 e a turbulência política reduzem o apelo dos maiores mercados de títulos de países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em opções menos exploradas despertam interesse, de acordo com a Goldman Sachs Asset Management, que administra cerca de US$ 1,9 trilhão.

Angus Bell, gestor da empresa em Londres, disse que a nova onda da pandemia na Índia, a ameaça de sanções residuais na Rússia e a crise de crédito da gestora chinesa Huarong explicam por que sua carteira GS Emerging Markets Debt, de US$ 5,6 bilhões, está underweight (recomendação abaixo da média) em todos os países do BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Ao mesmo tempo, uma combinação de spreads saudáveis, baixa pressão em conta corrente, aumento das reservas e níveis benignos de dívida levam o gestor a comprar mais títulos nos mercados de fronteira, como do Paraguai, Guatemala e Marrocos.

“Esses países apresentam potencial de valorização muito interessante, com risco relativamente moderado”, disse Bell em entrevista.

O investidor australiano disse que é muito cedo para falar sobre uma fraqueza significativa do dólar, o que beneficiaria mercados em desenvolvimento, devido à considerável vantagem de crescimento que os Estados Unidos mostram em relação a muitos de seus concorrentes globais. Ao mesmo tempo, ele chama de prematura a ameaça de uma turbulência ao estilo de 2013 e disse que o cenário para os mercados emergentes lembra mais o período após a crise financeira global de 2008.

Embora seu fundo do Goldman esteja em desvantagem em relação a 85% dos pares com perda de 3,7% em 2021, a carteira teve retorno de 20% nos últimos 12 meses. O retorno anualizado de 4,5% nos últimos cinco anos está no 72º percentil, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Bell também tem recomendação acima da média (overweight) no México e Ucrânia. Ele destacou que a recente desvalorização dos ativos turcos apresenta uma oportunidade de compra, já que a mudança de comando no banco central não deve mudar significativamente os fundamentos externos do país.

Embora normalmente evite os segmentos mais problemáticos da classe de ativos, seu fundo aumentou a exposição aos títulos do Equador nos últimos meses. A aposta foi certeira, pois a dívida de referência do país com vencimento em 2030 disparou de 60 centavos por dólar para 83 centavos após o banqueiro Guillermo Lasso derrotar o candidato de esquerda nas eleições presidenciais do país no início do mês.

Bell disse que, com a onda de Covid na Índia, decidiu reduziu suas posições em juros locais. Na América Latina, está preocupado com a volatilidade política, onde um candidato de esquerda assumiu a liderança nas pesquisas para o segundo turno presidencial do Peru.

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©2021 Bloomberg L.P.