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Fundo Global espera arrecadar US$ 18 bilhões para luta contra HIV, tuberculose e malária

O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária convocará doadores, nesta quarta-feira (21), em Nova York, com a expectativa de arrecadar ao menos US$ 18 milhões em um evento organizado pelo presidente americano, Joe Biden.

É a maior meta de "reabastecimento" que a organização já estabeleceu e ocorre em meio a crescentes pressões econômicas, tanto nos países doadores como naqueles beneficiados por esses recursos, após a pandemia da covid-19 e em meio às crises alimentares e energéticas decorrentes do conflito da Ucrânia.

A porta-voz Françoise Vanni disse à AFP estar animada com as promessas recentes: 1,3 bilhão de euros da Alemanha, US$ 6 bilhões dos Estados Unidos e US$ 1,08 bilhão do Japão. Somadas, estas quantias levariam o órgão a "mais ou menos metade" de sua meta.

"Há muito em jogo, e o objetivo de US$ 18 bilhões se baseia, em grande parte, em retomar o caminho para o fim da aids, da tuberculose e da malária até 2030, recuperando o terreno perdido durante a pandemia da covid e salvando ao menos 20 milhões de vidas nos próximos três anos", afirmou Vanni.

O Fundo Global foi criado em 2002 e reúne governos, agências multilaterais, grupos da sociedade civil e do setor privado para combater essas três doenças mortais, em geral com novos ciclos de financiamento a cada três anos.

No ano passado, o Fundo Global alertou que a pandemia estava tendo um impacto "devastador" em seu trabalho, provocando um retrocesso nos resultados pela primeira vez em sua história.

Em 2020, por exemplo, o número de mortes por tuberculose chegou a 1,5 milhão, um aumento pela primeira vez em uma década, o que fez desta doença infecciosa a mais mortal do mundo depois do coronavírus.

Ainda assim, o Fundo Global, que proporciona 76% de todo financiamento internacional para combater a tuberculose, disse que os programas mostraram sinais de recuperação no ano passado.

O número de pessoas que receberam serviços de prevenção do HIV aumentou novamente, depois de registrar uma queda em 2020, atingindo 12,5 milhões de beneficiados no mundo todo, detalhou Vanni.

Ela espera que os doadores observem o histórico de sucesso do organismo, que anunciou, na semana passada, ter ajudado a salvar 50 milhões de vidas nas últimas duas décadas.

Segundo uma lei do Congresso americano, os Estados Unidos não podem fornecer mais de um terço dos fundos para o Fundo Global, um limite que serve como desafio para outras nações duplicarem esse compromisso.

O fundo proporciona quase um terço de todo financiamento internacional para combater o vírus da aids.

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