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Fundo do BTG se une a CPPIB em oferta por unidade da Oi: Fontes

Cristiane Lucchesi, Daniele Lepido e Paula Sambo
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual SA para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi SA, segundo pessoas a par do assunto.

A unidade, batizada de InfraCo, deve receber outras duas outras ofertas vinculantes, uma da Highline do Brasil, subsidiária local da Digital Colony, e outra da Ufinet, empresa da qual a italiana Enel possui uma fatia, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as discussões não são públicas. A Oi planeja vender até 51% de sua subsidiária por um valor de no mínimo R$ 20 bilhões para a empresa inteira.

O CPPIB, o BTG, a Oi e a Digital Colony não quiseram comentar. A Ufinet não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A Oi tem trabalhado para vender ativos durante sua recuperação judicial, que começou em 2016, e levantou R$ 1,4 bilhão com a venda de torres e data centers no ano passado. Também anunciou a assinatura de um acordo com a agência reguladora do Brasil, Anatel, reduzindo pela metade as multas que precisa pagar, para R$ 7,2 bilhões.

Em dezembro, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da unidade de telefonia móvel da empresa para a Telefonica SA, Telecom Italia SpA e America Movil SAB por R$ 16,5 bilhões, negócio que ainda precisa da aprovação do regulador Anatel e do órgão antitruste Cade.

O preço mínimo de R$ 20 bilhões para a InfraCo é “apenas um começo” e foi definido depois que a operadora de telecomunicações recebeu muitas propostas não vinculantes, disse o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, em entrevista em agosto do ano passado. Na ocasião, ele disse que vê “enormes” perspectivas de crescimento para a empresa, acrescentando que ela pode ser avaliada em até R$ 30 bilhões.

Após receber as propostas vinculantes para a InfraCo, no dia 22 de janeiro, a Oi vai agendar um leilão para vender o ativo.

A maior operadora de telefonia fixa do Brasil está tentando promover uma grande reestruturação da dívida desde o pedido de recuperação judicial em 2016. Os recursos com seus desinvestimentos serão usados ​​para pagar dívidas e financiar a expansão de sua rede de fibra de banda larga.

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