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Fundador do WhatsApp 'trabalha' no Facebook, mas só aparece para receber

(Pixabay)

Uma boa ideia pode mudar sua vida para sempre. Cofundador de um dos aplicativos mais usados do mundo, Jan Koum afirmou em abril que tiraria folga por tempo indeterminado para “colecionar Porsches”.  Sua empresa, o WhatsApp, foi vendida em 2014 pelo Facebook por “apenas” US$ 19 bilhões.

Boatos indicam que o executivo decidiu sair do Facebook em uma disputa sobre a integração de publicidade nas redes sociais. De lá para cá, ele segue “empregado” pela empresa de Mark Zuckerberg, e continua por lá por um motivo inusitado: em vez de trabalhar, ele só aparece para receber.

Segredo nada secreto

A ideia pode parecer estranha, mas é tão comum no Vale do Silício que recebeu até um nome, “vesting”. O termo é usado para o recebimento progressivo de direitos sobre um negócio. Na prática, uma pessoa que está “resting and vesting”, está ligada oficialmente à empresa por questões contratuais, mas na prática não faz parte do quadro de funcionários e só aparece para receber.

Em alguns casos, a distribuição de dinheiro, ações e bônus leva quatro anos para se completar. Isso significa que esses funcionários “fantasma” seguem vincados à empresa nesse período.

No caso de Koum, o “trabalho” ainda seguirá por um tempo, já que ele ainda não recebeu todo o dinheiro. De acordo com o Business Insider, ele deve receber pagamentos de US$ 450 milhões até novembro.

Empregados que não trabalham

Uma fonte da publicação afirmou que a prática é algo frequente em grandes empresas que adquirem startups. O Facebook, por exemplo, tem um programa sigiloso chamado “discretionary equity” (equidade discricionária), voltado para profissionais de alto escalão que desenvolveram excelentes trabalhos. “É um agradecimento por um trabalho bem feito e também ajuda a evitar que a pessoa deixe a companhia. Estes são subsídios de bônus que são assinados pelos principais executivos, às vezes pelo CEO Mark Zuckerberg”.