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Fundador da XP, Benchimol entra em lista da Forbes de 20 bilionários mais ricos do Brasil

IVAN MARTÍNEZ-VARGAS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O fundador da corretora de valores XP Inc., Guilherme Benchimol, entrou na lista dos 20 bilionários mais ricos do Brasil, elaborada pela revista americana Forbes.

Uma recente valorização das ações da XP na Bolsa de Nasdaq, em Nova York, fez com que o patrimônio de Benchimol fosse avaliado pela publicação em US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,5 bilhões no câmbio atual). O empresário tem aproximadamente 11% do capital da corretora.

A XP lançou ações em dezembro do ano passado na Nasdaq com valor de mercado de US$ 14,9 bilhões. A Forbes ressaltou que a operação foi uma das maiores do mercado de caiptais americanos em 2019.

"À medida que os mercados de ações caíam globalmente em março, em meio ao início da pandemia de Covid-19, as ações da empresa atingiram o valor mínimo de US$ 16,96 em 2 de abril, uma queda de 50% em relação ao preço no dia do IPO. Desde então, as ações subiram mais de 170%, levando Benchimol de volta ao clube das três vírgulas", diz reportagem da revista.

Benchimol não quis falar com a Forbes sobre seu patrimônio. No dia 10 de junho, ele anunciou a compra o site de seguros DM10, mas não revelou o valor da transação.

Em março, o bilionário, que tem viés liberal, defendeu uma espécie de Plano Marshall brasileiro contra o coronavírus. O plano original foi um conjunto de medidas estatais para a reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

No mês seguinte, em entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou que o pedido "foi mais para que o governo viesse com medidas muito relevantes" para socorrer empresas.

"Eu sei que o governo é liberal, e eu acho importante essa visão. Mas se não houver uma intervenção do governo na economia, se muita gente ficar pelo caminho, empresários quebrarem, a economia não voltará na velocidade que poderia no fim da epidemia", disse à época.

Em maio, Benchimol afirmou que o Brasil estava "indo bem no controle do coronavírus" e que o pico da doença nas classes altas já havia passado.

"Eu diria que o Brasil está bem. Nossas curvas não estão tão exponenciais ainda, a gente vem conseguindo achatar. Teremos uma fotografia mais clara nas próximas duas a três semanas. O pico da doença já passou quando a gente analisa a classe média, classe média alta. O desafio é que o Brasil é um país com muita comunidade, muita favela, o que acaba dificultando o processo todo", disse em transmissão ao vivo do jornal O Estado de S. Paulo.

À época, o país tinha 107.780 casos confirmados da doença e 7.321 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde. Até esta terça-feira (23), o país soma 52.771 mortes pelo novo coronavírus e 1.151.479 casos de infecção pelo novo coronavírus confirmados, o que contradiz a declaração de Benchimol.

O Brasil registrou 1.364 novas mortes pela Covid-19 e 40.131 novos casos da doença, nesta terça-feira (23). Os dados sobre são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL para reunir e informar números sobre o novo coronavírus, que são coletados diretamente com as Secretarias de Saúde.