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Funcionários revelam assédio moral e racismo no Santos

Redação Esportes
·2 minuto de leitura
Aerial view of the Vila Belmiro stadium, home of Santos football club, in Santos, Sao Paulo state, Brazil, on October 21, 2020. - Brazilian football legen Edson Arantes do Nascimento, known as Pele, who started his carreer in Santos, turns 80 on October 23, 2020. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Photo by MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
Aerial view of the Vila Belmiro stadium, home of Santos football club, in Santos, Sao Paulo state, Brazil, on October 21, 2020. - Brazilian football legen Edson Arantes do Nascimento, known as Pele, who started his carreer in Santos, turns 80 on October 23, 2020. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Photo by MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)

Dois funcionários do Santos relataram situações de assédio moral e racismo durante a gestão do presidente Orlando Rollo, que assumiu o clube após o impeachment do ex-presidente José Carlos Peres. Um dos casos foi confirmado pelo acusado, Roberto Rabelato, gerente de controladoria santista, durante uma reunião com a vítima e Rollo.

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As denúncias foram reveladas em matéria do jornalista da ESPN Brasil, Guilherme Sacco.

Contratada como supervisora de Recursos Humanos por Peres, a funcionária citada como F.C.S. não teve o cargo prometido por Rollo e teve uma relação extremamente ruim com superintendente administrativo e financeiro da gestão, Luiz Eduardo Silveira, que não fez os procedimentos da contratação, evitou contato após a sua chegada e a humilhou depois de uma ação realizada com sucesso.

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F.C.S. relatou os problemas a Rollo, que tomou a decisão de realocar a funcionária para o Marketing, área onde ela não tinha experiência, a pedido de Silveira.

Um mês após a denúncia, no meio de novembro, F.C.S. e mais três funcionários foram convidados a uma reunião com Rollo, Silveira, o gerente de controladoria do clube Roberto Rabelato, o vice-presidente Mario Badures e um advogado do clube. O assunto era a saída dos quatro funcionários, já que a gestão de Rollo se encerra no fim deste ano.

Após mencionar que não tinha relação com Rabelato, um funcionário que era advogado do clube revelou que tinha sido vítima de racismo por parte do gerente.

“Estou falando na cara dele aqui, nos olhos dele. Que ele diga aqui que não abriu um dia a porta da sala lá e disse 'aqui é a senzala'. Quero que ele diga isso, que não falou isso. Eu fiquei tão estupefato que eu não acreditei. Então quero que ele diga na minha cara que ele tem algum problema comigo por eu ser negro porque eu não acredito nisso. Agora, que ele falou isso na minha cara, ele falou. Mas ele não falou assim diretamente. Ele abriu a porta, olhou e falou 'ah, aqui é a senzala'. Por que ele fez isso? Não sei. Está engasgado aqui", denunciou.

Em áudio da reunião, obtido pela ESPN, Rabelato confirma a acusação.

Rollo disse que o advogado deveria ter revelado a acusação anterioramente e que faria uma reunião com Rabelato para investigar o caso.

Através de nota, a assessoria do Santos informou que “decidiu encaminhar o assunto para a Divisão de Inquérito e Sindicância, para apuração do ocorrido e as providências necessárias."

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