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Funcionários dos Correios dizem que greve será intensificada após estatal rejeitar acordo

Marcus Couto
·2 minutos de leitura
Funcionário dos Correios na sede da empresa, no Rio de Janeiro. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Funcionário dos Correios na sede da empresa, no Rio de Janeiro. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Os funcionários dos Correios anunciaram que vão “intensificar os piquetes e as mobilizações” da greve que se iniciou no último dia 17 de agosto, depois de a estatal ter rejeitado um acordo proposto pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). As informações são da colunista Carla Araújo, do UOL.

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“A greve vai continuar. Vamos intensificar os piquetes e as mobilizações", disse ao portal o secretário da FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Emerson Marinho.

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O acordo proposto pelo TST, que incluía o fim das paralisações, era de estender por mais um ano o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que garantia benefícios extra aos funcionários. Nesse plano, não haveria os 5% de reajuste pedidos pelos funcionários.

Segundo a colunista, havia uma sinalização de que a proposta seria aceita pelos funcionários, mas a estatal não aceitou os termos, alegando impossibilidade de manter o ACT por conta da deterioração de seu estado financeiro, agravado, segundo a empresa, pela crise do novo coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o general Floriano Peixoto, presidente dos Correios. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o general Floriano Peixoto, presidente dos Correios. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Os funcionários acusam o presidente dos Correios, o general Floriano Peixoto, de criar uma “casta” de super salários no topo da gerência da estatal, formada por militares, enquanto funcionários de carreira trabalham em condições precárias.

Na semana passada, segundo a colunista, o BNDES selecionou um consórcio que iniciará os estudos para a privatização da empresa, ideia já aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Os funcionários estimam que cerca de 70% da força de trabalho dos Correios tenha aderido à greve.

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