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Funcionário do Nubank viraliza após ser demitido por ser 'sênior demais'

Profissional frisou que não estava acusando o banco de racismo e homofobia (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Profissional frisou que não estava acusando o banco de racismo e homofobia

(Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

  • Ex-funcionário do Nubank diz ter sido demitido por ser "sênior demais";

  • Post no LinkedIn tem mais de 22 mil curtidas;

  • O autor, Igor Ferreira, criticou a política de diversidade da empresa.

Um ex-funcionário do Nubank viralizou no LinkedIn após compartilhar que foi demitido por ser “sênior demais”. O post de Igor Ferreira, que ocupava a posição de gerente de desenvolvimento e aprendizado do banco, recebeu mais de 22 mil curtidas e 1,4 mil comentários, tanto de pessoas que concordam quanto de quem discorda de seu posicionamento.

No texto, Ferreira afirma em letras garrafais que o Nubank justificou o motivo da demissão dizendo que ele era “sênior demais para os objetivos e rumos da área” e que não havia “nenhum outro desafio ou projeto” para ele. Com 30 anos de carreira, ele aponta que a experiência foi uma das mais engrandecedoras, mas também a mais decepcionante.

"Tive meu contrato rescindido com este argumento pela empresa que se posiciona e canta aos quatro ventos sua "cultura" de Diversidade, Inclusão e Gestão de Talentos, mas pelo menos fui elogiado como Sênior demais", ironizou.

No texto, o profissional, que é negro e LGBTQIA+, aponta que sua contratação foi conveniente, já que supostamente aconteceu para elevar os números de diversidade na empresa em um momento de crise de imagem, provocada pela entrevista que a então CEO, Cristina Junqueira, deu ao Roda Vida, em 2020. Na época, ela foi duramente criticada pelo discurso racista estrutural.

“A única coisa que realmente me entristece desta situação é saber que vários dos meus [negros e LGBT+] leem, interpretam como podem, e são iludidos por toda essa maquiagem bonita de diversidade e inclusão gourmetizada, e são silenciados e não se posicionam devido à necessidade do emprego, da oportunidade, muitas vezes do sustento”, criticou Ferreira.

Na publicação, ele marcou o nome de Helena Bertho, head de Diversidade & Inclusão, dizendo que ela teria "muito trabalho" no banco, e finalizou marcando também David Vélez, fundador do Nubank, a presidente Cristina Junqueira, e a cantora Anitta, embaixadora da empresa.

Após alguns usuários da rede entenderem que Ferreira estava acusando o banco de racismo e homofobia, ele fez questão de frisar, em um comentário adicionado ao post, que esse não era o intuito, mas sim questionar “as práticas de gestão de talentos e D&I que são usadas para atrair candidatos, mas que se convertem numa decepção”.

O Nubank afirmou que "não comenta casos específicos por respeito ao sigilo de seus funcionários e clientes".