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Funcionários do Twitter no Brasil perdem acesso ao sistema interno após aviso de possível demissão

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Parte dos cerca de 150 funcionários do Twitter no Brasil está sem acesso ao sistema interno da companhia após receber um comunicado sobre possíveis demissões. A onda de desligamentos na empresa é global.

Segundo relatos, a plataforma cortou o acesso de praticamente todos os setores do escritório no país, com exceção da equipe de vendas, que teve membros poupados. O comunicado da eventual demissão foi enviado aos emails pessoais dos funcionários de madrugada, às 4h desta sexta (4).

"Conforme compartilhado mais cedo, o Twitter está reduzindo a sua força de trabalho para ajudar a melhorar a saúde da empresa. Essas decisões nunca são fáceis e é com pesar que escrevemos para informar que sua função no Twitter foi identificada como potencialmente impactada ou em risco", dizia a mensagem.

Para parte dos funcionários, o comunicado indica a demissão, embora a empresa peça para aguardar mais informações. O clima, segundo os colaboradores, é de confusão. Alguns deles publicaram mensagens em tom de despedida no Twitter.

"Nem nos piores pesadelos eu imaginei que uma jornada tão feliz pudesse terminar de um jeito tão triste", escreveu Cleto Muniz, especialista em vídeo na plataforma. Assim como ele, Kemilly Neves, da equipe de conteúdo, e Bruno Brandão, da área de marketing, lamentaram a saída da empresa.

Os relatos de colaboradores de todo o mundo estão reunidos sob a hashtag #OneTeam. Mesmo quem diz já ter a confirmação de que vai ficar na empresa critica as demissões, como Eli Schutze, do escritório do Reino Unido.

"Recebi o email... Eu ainda tenho um emprego. Mas fiquei acordada ontem à noite vendo pessoas trabalhadoras, talentosas e cuidadosas sendo desligadas, uma a uma, e não sei o que dizer", escreveu.

Na noite de sexta, o bilionário afirmou em seu perfil no Twitter que "não há escolha" além dos cortes de funcionários quando a companhia está perdendo US$ 4 milhões por dia (R$ 20 milhões por dia). Disse, ainda, que a empresa ofereceu três meses de indenização aos trabalhadores demitidos.

No Brasil, a suspeita de que isso pudesse acontecer teve início há duas semanas, quando uma reportagem do Washington Post revelou a pretensão do bilionário Elon Musk de cortar 75% dos funcionários da empresa após comprá-la. O longo processo de aquisição foi concluído em 27 de outubro, um dia antes do prazo para fechar o acordo que começou em abril.

Rachel Bonn, da equipe de marketing nos Estados Unidos, disse que o dia anterior à oficialização da compra foi o último dia que "o Twitter foi o Twitter". "Grávida de oito meses e com um filho de nove meses, acabei de ter meus acessos cortados", escreveu.

Notícias do início de novembro indicavam que o novo proprietário cortaria 3.700 funcionários, o que corresponderia à metade da equipe. Segundo reportagem do Financial Times, ele pode também reverter a política de home office adotada após a pandemia e passar a exigir novamente o trabalho presencial no escritório a partir desta segunda-feira (7).

Nos Estados Unidos, os escritórios da companhia foram fechados temporariamente nesta sexta. Em um email, a empresa disse que a medida ajuda a "garantir a segurança de cada funcionário, bem como dos sistemas do Twitter e dos dados dos clientes".

Musk, homem mais rico do mundo e fundador da Tesla e da SpaceX, adquiriu a rede social por US$ 44 bilhões (R$ 221,6 bilhões) sob a promessa de transformá-la na "plataforma da liberdade de expressão em todo o mundo". O bilionário é um crítico da atual moderação de conteúdo do Twitter.

Ao longo desta semana, ele anunciou outras mudanças, como o lançamento de uma assinatura mensal de US$ 8 para usuários que desejarem certificar a autenticidade de sua conta e receber menos anúncios publicitários. Atualmente, pessoas verificadas, como artistas e comunicadores, não precisam pagar para ter o selo azul.

No final da manhã, Musk publicou que o Twitter teve uma queda de brusca na receita por causa da pressão de ativistas em anunciantes, embora nada ainda tenha mudado na moderação de conteúdo. Em setembro, a Volkswagen recomendou que suas marcas pausassem a publicidade no Twitter até nova orientação.

"Estão tentando destruir a liberdade de expressão nos Estados Unidos", afirmou.

Na última quarta-feira (2), a diretora de produtos da empresa, Esther Crawford, compartilhou uma foto em que dormia no escritório. "Quando sua equipe está lutando contra o tempo para cumprir metas, às vezes você dorme no trabalho", escreveu.

Segundo a Reuters, funcionários moveram uma ação coletiva contra o Twitter na quinta-feira (3). Eles argumentam que a empresa realiza demissões em massa sem fornecer o aviso prévio de 60 dias, o que viola leis norte-americanas. No Brasil, ainda não há indicativos de que os colaboradores farão o mesmo.

A rede social não se pronunciou oficialmente até o final da tarde desta sexta.