Mercado fechará em 3 h 26 min
  • BOVESPA

    113.698,21
    +2.514,26 (+2,26%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.648,40
    +270,93 (+0,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,08
    +2,80 (+4,57%)
     
  • OURO

    1.715,30
    -0,50 (-0,03%)
     
  • BTC-USD

    49.842,87
    -1.007,38 (-1,98%)
     
  • CMC Crypto 200

    999,68
    +12,47 (+1,26%)
     
  • S&P500

    3.823,66
    +3,94 (+0,10%)
     
  • DOW JONES

    31.333,86
    +63,77 (+0,20%)
     
  • FTSE

    6.650,05
    -25,42 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    29.236,79
    -643,63 (-2,15%)
     
  • NIKKEI

    28.930,11
    -628,99 (-2,13%)
     
  • NASDAQ

    12.735,50
    +53,75 (+0,42%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6969
    -0,0818 (-1,21%)
     

Funcionários do Google criam sindicato global por melhores condições de trabalho

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

Funcionários do Google e da Alphabet, espalhados por 10 países, anunciaram nesta segunda-feira (25) a criação da Alpha Global, um sindicato mundial voltado para proteger os interesses de trabalhadores da companhia de forma internacional. A organização reúne 13 iniciativas de união em países como Suíça, Reino Unido, Itália, Alemanha, Dinamarca, Finlândia e Estados Unidos, de onde surgiu a ideia de representação global e, também, onde está sua liderança.

O anúncio de um sindicato global surge após semanas da abertura da AWU, o sindicato americano dos trabalhadores da Alphabet. Além disso, vem também do interesse dos colaboradores por esse tipo de iniciativa, que começou com 230 membros e, apenas nos primeiros sete dias de funcionamento, ultrapassou a marca dos 700 registrados. Agora, com a parceria global e também o vínculo a outras iniciativas que trabalham em prol das condições de trabalho na indústria da tecnologia, são mais de 20 milhões de pessoas envolvidas.

A Alpha Global é parte das fileiras da UNI Global Union, federação sindical também global que reúne organizações de 150 países. Fazem parte dela, por exemplo, representações não apenas da Amazon e de outras big techs, mas também relacionadas a empresas de comunicação, mídia, logística, telecom, design, saúde, esportes, jogos eletrônicos e até agências de manejo de funcionários para trabalhos temporários.

De acordo com Parul Koul, engenheiro de software do Google e diretor executivo da Alphabet Workers Union (AWU), entidade americana que deu origem à Alpha Global, o sindicato global surgiu da ideia de que os problemas enfrentados pelos colaboradores da Alphabet são parecidos em diferentes partes do mundo. Sendo assim, como estamos falando de uma empresa com atuação internacional, surge também a necessidade de uma atuação com esse tipo de escopo, de forma a lutar contra a desigualdade em um cenário no qual as corporações têm cada vez mais influência.

Assim como a própria AWU, a Alpha Global pode concentrar os interesses tanto dos colaboradores da Alphabet quanto de contratados externamente. Por outro lado, ambas não são instituições reconhecidas por órgãos oficiais de sindicalismo ou até mesmo pela própria companhia, o que significa que as corporações não possuem necessidades legais de negociar contratos e condições de acordo com as regras da iniciativa. Isso, entretanto, pode mudar de acordo com a pressão dos próprios empregados ou por meio de acordos de neutralidade.

Mudança à vista?

Por outro lado, a solidariedade entre funcionários pode levar a movimentos de mudança, como uma greve internacional de funcionários da Amazon que atingiu a empresa durante as preparações para a Black Friday, obteve suporte de políticos de 34 países e pedia por melhores salários. Da mesma forma, a federação não possui reconhecimento oficial por parte da gigante do e-commerce, mas ainda assim foi capaz de exercer pressão pelas mudanças.

A ideia da Alpha Global é agir, em um primeiro momento, em prol dos funcionários de setores de moderação e mudar acordos de confidencialidade que precisem ser assinados pelos trabalhadores de forma a dificultar futuras negociações ou movimentos judiciais. Além disso, a ideia é trabalhar junto aos governos locais e nacionais na busca por legislações e regulamentações que protejam os trabalhadores e controlem a atuação da Alphabet.

O Google não se pronunciou sobre a criação do sindicato global. Na ocasião da oficialização do AWU, a empresa disse trabalhar para criar um ambiente de trabalho recompensador e que forneça apoio a todos os colaboradores, que têm direitos trabalhistas reconhecidos e apoiados. Entretanto, sem criticar diretamente a organização, a companhia afirmou preferir sempre lidar diretamente com os próprios funcionários.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: