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Funcionários do eBay admitem terem perseguido casal que criticava empresa

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

Dois ex-funcionários do eBay se declararam culpados de participarem de uma campanha de perseguição e ataques a um casal americano, que gerenciava uma newsletter crítica ao e-commerce. Stephanie Stockwell e Brian Gilbert admitiram a participação em uma série de ataques realizados no ano passado e que, desde junho, são alvo de uma investigação federal contra a empresa de comércio eletrônico e sete indivíduos, sendo dois executivos do time de segurança e inteligência da companhia.

Em audiência realizada nesta quinta-feira (05), na cidade americana de Boston, Stockwell e Gilbert confirmaram sua participação na campanha de cyberstalking, que atingiu seu ápice em agosto de 2019. Eles confirmaram, por exemplo, estarem por trás de perfis falsos no Twitter que enviavam ameaças a Ina e David Steiner, responsáveis pela newsletter Ecommercebytes, e por remessas postais contendo baratas e aranhas vivas, além de uma máscara de porco manchada de sangue.

Outros três ex-funcionários do eBay já admitiram culpa sobre ações desse tipo e outras que envolveram remessas de coroas de flores, grandes pedidos de pizzas a serem pagos pelo casal e até mesmo vandalismo à casa dos Steiners, na cidade americana de Natick. Perseguições nos arredores da residência também estão entre as provas apresentadas pelas autoridades, envolvendo, também, planos de invadir o local para instalar um rastreador no carro do casal.

A campanha de perseguição e cyberstalking se tornou uma investigação federal em junho deste ano, com o indiciamento inicial de seis pessoas, com um sétimo se juntando ao grupo no mês seguinte. Após a admissão de culpa de mais dois acusados nesta semana, os promotores americanos sugeriram uma pena de dois anos de prisão para Stockwell e de três anos para Gilbert, devido aos diferentes graus de participação nos atos de violência e também à posição de gestão dele, que tinha o cargo de gerente de operações especiais do time de segurança global do eBay.

Os atos teriam começado após o investimento de US$ 1,4 bilhão feito pela Elliott Management no site de comércio eletrônico, que levaram a uma maior pressão por mudanças internas e resultados na empresa. Em reuniões, executivos de alto escalão da plataforma teriam expressado incômodo com as críticas feitas pelo Ecommercebytes, o que teria levado o grupo de funcionários a iniciarem a campanha de assédio e perseguição como forma de coagir o casal a não falar sobre a companhia.

Na ocasião da abertura da investigação federal, o eBay pediu desculpas públicas aos Steiner e afirmou que o comportamento não era tolerável para a empresa, com os funcionários tendo agido de forma independente. No processo, o ex-CEO da empresa, Devin Wenig, é citado como um dos executivos responsáveis por demonstrar insatisfação com as críticas feitas pelo casal — ele não foi indiciado e, em pronunciamento oficial, disse desconhecer o esquema orquestrado pelos seus então colaboradores.

Ao longo do processo, dois antigos executivos da plataforma, também membros de times de segurança e confiabilidade do comercio eletrônico, chegaram a serem presos, enquanto os outros cinco, incluindo a dupla que admitiu culpa nesta semana, respondendo ao processo em liberdade. Todos são acusados de conspiração, tentativas de ameaçar testemunhas e cyberstalking, com julgamentos ainda sem data para acontecerem.

Fonte: Canaltech

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