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Funcionários da fábrica da LG em Taubaté entram em greve

Rui Maciel
·6 minuto de leitura

Os trabalhadores da fábrica da LG em Taubaté, no interior paulista, entraram em greve após rejeitar a proposta de indenização aos funcionários que serão demitidos com o fechamento da unidade de produção de smartphones - divisão cuja fabricante sul-coreana anunciou a saída em todo o mundo no começo de abril. A ação levaria ao encerramento de, ao menos, parte das atividades na planta.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), a paralisação tem adesão de 700 empregados das linhas de celulares e monitores. De acordo com entidade, a empresa ofereceu valores adicionais nos acordos de rescisão entre R$ 8 mil e R$ 35,9 mil, calculados a partir do tempo de trabalho na fábrica. A proposta foi rejeitada em assembleia na última segunda-feira (12).

Fornecedoras da LG pararam já na semana passada

Os movimentos de greve envolvendo a LG começaram já na semana passada. Na terça-feira, 06 de abril, funcionários da Blue Tech e 3C (ambas em Caçapava), além da Sun Tech (São José dos Campos), três fábricas da região do Vale do Paraíba que produzem smartphones para a LG, entraram em greve nesta terça-feira (06), permanecendo paradas durante todo o dia. Além disso, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, a paralisação será por tempo indeterminado.

Com a saída da LG do mercado mobile, os 430 funcionários que compõem as três fábricas correm o risco de serem demitidos, já que as fábricas serão fechadas. Isso porque todas as unidades produzem exclusivamente smartphones para a marca sul-coreana.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos defende a manutenção de todos os postos de trabalho e afirma que, caso se esgotem as possibilidades de permanência das fábricas na região, a luta será para garantir que todos os benefícios pagos aos trabalhadores da LG sejam estendidos às funcionárias da Blue Tech, Sun Tech e 3C.

Funcionários das fábricas que produzem smartphones para LG fazem greve pela saída empresa da divisão mobile (Foto: Roosevelt Cássio / Sind. dos Metalúrgicos)
Funcionários das fábricas que produzem smartphones para LG fazem greve pela saída empresa da divisão mobile (Foto: Roosevelt Cássio / Sind. dos Metalúrgicos)


Além da paralisação, o Sindicato de São José dos Campos entrou, na segunda-feira, 05 de abril, com uma representação no Ministério Público do Trabalho e apresentou denúncia contra a LG e suas fornecedoras por demissão coletiva em plena pandemia, ausência de negociação prévia, falta de transparência e de boa-fé. A entidade pede a instauração de inquérito civil para que seja aprofundada a apuração dos fatos e que se busquem soluções para reduzir o impacto social da decisão da LG.

Por fim, o sindicato defende que o governo federal estatize as empresas que realizarem demissão em massa ou anunciem o fechamento no Brasil.

O que diz a LG sobre a greve

O Canaltech entrou em contato com a LG para comentar a paralisação. Em nota, a empresa afirmou:

“Além do processo de recrutamento interno entre as unidades no Brasil, a LG continua ativamente engajada com o sindicato de Taubaté para alcançar uma indenização adicional às verbas rescisórias para fins sociais em favor de seus funcionários. A LG visa mitigar o impacto do encerramento das operações em sua unidade fabril de Taubaté.

Em razão da proposta ter sido rejeitada inicialmente, a empresa adotou as medidas judiciais cabíveis, porém continua aberta ao diálogo com a liderança sindical e com os funcionários para resolver essa demanda de forma amigável. Por fim, importante mencionar que a LG ainda manterá 300 empregos diretos na cidade de Taubaté.”


23 trimestres de prejuízo e na mira do Procon-SP

Depois de cinco anos de prejuízos - ou 23 trimestres, se preferir - e perdas que chegaram a US$ 4,1 bilhões, a LG jogou a toalha e anunciou a sua saída do mercado de smartphones. O fim da divisão mobile está programado para o dia 31 de julho. No final de 2020, a participação global da companhia no setor mobile era de apenas 2%, com 23 milhões de aparelhos vendidos, segundo a consultoria Counterpoint.

Em comunicado, a empresa afirmou que concentrará seus recursos em áreas de crescimento, como componentes de veículos elétricos, dispositivos conectados, casas inteligentes, robótica, inteligência artificial e soluções business-to-business, bem como plataformas e Serviços.

Além disso, ela continuará a alavancar sua experiência móvel e desenvolver tecnologias relacionadas à mobilidade, como 6G para ajudar a fortalecer ainda mais a competitividade em outras áreas de negócios. As principais tecnologias desenvolvidas durante as duas décadas de operações de negócios móveis da LG também serão mantidas e aplicadas a produtos existentes e futuros.

No entanto, deixar do mercado de smartphones não é uma tarefa tão simples, visto que dezenas de milhares de pessoas no Brasil usam os aparelhos da marca e têm direito a suporte. O anúncio de saída da LG colocou a empresa na mira do Procon-SP. A entidade de defesa do consumidor notificou que a fabricante para que ela explique os seguintes termos:

  • Relação completa de todos os modelos de smartphones disponibilizados no mercado de consumo nos últimos três anos com os correspondentes Manuais de Usuário, bem como relação de Assistências Técnicas Autorizadas;

  • Comprovar período estimado de vida útil dos aparelhos acima mencionados – em condições normais de uso, no tocante à durabilidade e desempenho de eficiência;

  • Plano de atendimento – com indicação de tempo de vigência – aos consumidores adquirentes dos aparelhos smartphones já comercializados pela empresa, descrevendo os procedimentos aplicáveis quando estiverem dentro dos prazos de garantias legais e contratuais;

  • Plano de atendimento – com indicação de tempo que vigência – para manutenções, reparos e reposição de peças aos consumidores não amparados pela garantia legal e/ou contratual;

  • Esclarecimentos sobre eventual redução da Rede de Assistência Técnica Autorizada após encerramento das atividades desenvolvidas pela referida Divisão, bem como forma de sua divulgação para ciência do público consumidor;

  • Comprovação de funcionamento de Canais de Atendimento aos Consumidores, para recebimento e tratamento de demandas após o encerramento de suas atividades;

  • Esclarecimentos sobre o período em que a empresa manterá a oferta no mercado de consumo de componentes, peças de reposição e acessórios compatíveis aos aparelhos smartphones disponibilizados no mercado de consumo nos últimos três anos, bem como a forma de comunicação de tais procedimentos ao público interessado.

O prazo final para que a LG dar os esclarecimentos acima foi até o dia 09 de abril, mas ainda não se tem notícia se ela os fez. Antes da notificação do Procon, a empresa já havia enviado um posicionamento bastante genérico e alinhado com sua comunicação global. Nete, a empresa diz apenas que "mantém o compromisso com seus clientes de smartphones nas políticas de garantia, seguindo os termos de cada um dos países".

Com informações da Agência Brasil

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Fonte: Canaltech

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