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Funcionários da Amazon votam contra formação de sindicato no Alabama

Rui Maciel
·4 minuto de leitura

Depois de uma campanha que chamou a atenção de todo o país, até mesmo do presidente Joe Biden, trabalhadores da Amazon do armazém da cidade de Bessemer, no Alabama, votaram contra a formação do que seria o primeiro sindicato da varejista online nos EUA.

A apuração final dos votos - que contou com a participação de 55% dos funcionários da unidade - registrou 1.798 votos contra a sindicalização e 738 votos a favor. Além disso, houve 505 cédulas contestadas e 76 anuladas.

De forma geral, 70,9% dos votos válidos foram contra o sindicato, com a contagem sendo encerrada no início da tarde desta sexta-feira (09). Como a margem de vitória da Amazon foi maior que o número total de cédulas contestadas, as mesmas não serão abertas e os votos dentro delas não serão contados.

Um lado está feliz. Outro protesta

A derrota da sindicalização coroa os esforços da Amazon, que fez uma campanha feroz contra esse processo. Em um comunicado sobre a vitória, a empresa disse que estava feliz pelas "vozes coletivas dos trabalhadores finalmente serem ouvidas". Em comunicado, a companhia afirmou:

“É fácil prever que o sindicato dirá que a Amazon ganhou esta eleição porque intimidamos os funcionários, mas isso não é verdade. Nossos funcionários ouviram muito mais mensagens anti-Amazon do sindicato, dos legisladores e dos meios de comunicação do que de nós. E a Amazon não ganhou - nossos funcionários é que optaram por votar contra a adesão a um sindicato."

Já o Sindicato do Varejo, Atacado e Lojas de Departamentos dos EUA (RWDSU, na sigla em inglês)anunciou que está apresentando objeções oficiais ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA (NLRB, também na sigla em inglês), alegando que a Amazon interferiu ilegalmente na votação. Também em comunicado, Stuart Appelbaum, presidente da RWDSU, afirmou:

"A Amazon não deixou pedra sobre pedra em seus esforços para manipular psicologicamente seus próprios funcionários. Não vamos deixar as mentiras, enganos e atividades ilegais da Amazon ficarem sem contestação. E é por isso que estamos formalmente entrando com processos contra todas as ações flagrantes e flagrantemente ilegais tomadas por Amazon durante a votação do sindicato ".

Antes da contagem de votos do público, iniciada nesta quinta-feira (08), a Amazon e a RWDSU também tiveram a oportunidade de questionar a elegibilidade dos funcionários para votar. Centenas de cédulas foram contestadas, principalmente pela gigante do e-commerce, de acordo com a entidade sindical.

Sindicalização provocou forte reação da Amazon. E as atenções dos EUA

Os 5.800 trabalhadores do armazém de Bessemer tiveram de 8 de fevereiro a 29 de março para votar pelo correio. A Amazon liderou uma campanha anti-sindical agressiva e lutou contra os esforços dos trabalhadores para se organizarem em todo o país.

Segundo o site Business Insider, na unidade onde ocorreu o movimento, a Amazon se engajou em uma forte campanha anti-sindicato, distribuindo materiais em diversos pontos do armazém, incluindo até mesmo os banheiros. Além disso, a companhia publicou anúncios direcionados, encorajando os trabalhadores a votarem "não".

Stuart Appelbaum: presidente da RWDSU acusa Amazon de pressionar psicologicamente seus funcionários para votar contra os sindicatos (Foto: Divulgação / RWDSU)
Stuart Appelbaum: presidente da RWDSU acusa Amazon de pressionar psicologicamente seus funcionários para votar contra os sindicatos (Foto: Divulgação / RWDSU)

Um dos pontos de protesto da RWDSU menciona uma caixa de correio do serviço postal dos EUA (USPS) instalada fora do depósito e na qual a Amazon incentivou os trabalhadores a votarem. Usando a Lei de Acesso à Informação norte-americana, o jornal The Washington Post informou na última quinta-feira (8) que a varejista online pressionou o USPS a instalar a tal caixa de correio no local em questão. Isso aconteceu depois que o NLRB rejeitou uma oferta da empresa para tornar o voto pessoal obrigatório em fevereiro.

Segundo Appelbaum, da RWDSU, embora o NLRB tenha negado definitivamente o pedido da Amazon de instalar uma caixa de votação dentro armazém, "a Amazon sentiu estar acima da lei e trabalhou com o serviço postal para instalar uma. Eles fizeram isso porque fornecia uma clara capacidade de intimidar os trabalhadores";

Em resposta ao Business Insider, um porta-voz da Amazon respondeu:

"Dissemos desde o início que queríamos que todos os funcionários votassem e propusemos muitas opções diferentes para tentar tornar isso mais fácil. O RWDSU lutou contra eles em todas as oportunidades e pressionou por uma eleição apenas pelo correio, que os próprios dados do NLRB mostraram que reduziria a participação. Esta caixa de correio - à qual apenas o USPS tinha acesso - era uma maneira simples, segura e totalmente opcional de facilitar a votação dos funcionários votarem. Nem mais nem menos."

A Amazon sempre - abertamente - uma postura anti-sindical, em alguns casos enviando várias mensagens de texto por dia aos trabalhadores e distribuindo broches de "não vote". A empresa também afirmou repetidamente que seu salário inicial e benefícios são comparáveis ​​aos que um sindicato ofereceria.

Além disso, caso o armazém de Bessemer se unisse a RWDSU, a varejista online poderia enfrentar uma grande onda de sindicalização entre seus funcionários nos EUA. Segundo uma outra matéria do jornal The Washington Post (cujo controlador é Jeff Bezos, cofundador e CEO da Amazon), nas últimas semanas, mais de mil trabalhadores da varejista online nos EUA entraram em contato com o sindicato. Eles perguntaram sobre a criação de campanhas sindicais em seus próprios locais de trabalho, composto basicamente de armazéns e centros de distribuição.

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Fonte: Canaltech

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