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Funcionário do Google é infectado pelo novo coronavírus; Amazon toma medidas

Fidel Forato

Não é de hoje que o novo coronavírus, chamado SARS-CoV-2, tem disparado sinal de alerta nas grandes companhias de tecnologia. Afinal, a maioria delas estão diretamente ligadas à China, país que é epicentro da doença. Inclusive, a Apple já a anunciou redução na receita por causa do surto.

Agora, o Google relata ter seu primeiro funcionário infectado e adota um controle ainda mais rígido de viagens internacionais. Já a Amazon, além de orientar seus funcionários a evitarem tanto viagens nacionais quanto internacionais, começa a estocar produtos chineses, contornando eventuais problemas que pode ter no futuro no quesito de distribuição.

Empresas de tecnologia, como Google e Amazon, tomam medidas mais drásticas na contenção do novo coronavírus (Foto: Reprodução/ EPA) 

No mundo todo, são mais de 84 mil casos de infecções pelo vírus COVID-2019 e, desse número, são mais de 2.800 óbitos em decorrência da doença. Por outro lado, 36 mil pacientes já se recuperaram. Além disso, países como China, Coreia do Sul, Itália e Irã lideram, respectivamente, o número de casos, de acordo com dados da Universidade John Hopkins.

Primeiro caso e restrições no Google

Hoje (28), a gigante das buscas na Califórnia enviou comunicado a seus funcionários, informando que um colaborador que trabalhava no escritório de Zurique, na Suíça, testou positivo para o novo coronavírus, responsável pela doença COVID-2019. O caso do funcionário era assintomático, enquanto trabalhava no escritório.

Em declaração, um porta-voz do Google afirma: "Podemos confirmar que um funcionário do escritório de Zurique foi diagnosticado com coronavírus. Ele estava no escritório de Zurique por um tempo limitado, antes de apresentar algum sintoma. Nós tomamos - e iremos continue a tomar - todas as medidas de precaução necessárias, seguindo o conselho das autoridades de saúde pública, pois priorizamos a saúde e a segurança de todos."

Em novas medidas, o Google recomenda que os funcionários evitem viagens para o Irã, além de determinadas regiões da Itália, onde o vírus tem se espalhado. A partir do dia dois de março, a empresa também proibirá viagens para a Coreia do Sul e o Japão. O Google também cancelou o Google News Initiative Summit, em São Francisco, nos Estados Unidos, que é uma conferência voltada para o setor de mídia.

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Passaporte confiscado na Amazon

Nesse mesmo cenário, a Amazon alertou, hoje (28), todos os seus funcionários para que evitem "viagens não essenciais", nacional e internacionalmente, em decorrência dos casos de COVID-2019. De acordo com o The New York Times, alguns empregados também receberam um e-mail, em separado, do vice-presidente sênior encarregado da equipe, Dave Clark.

O texto orienta para que novas viagens não sejam planejadas até pelo menos abril, quando a empresa espera ter uma melhor noção do impacto do surto. Um porta-voz confirmou que as orientações para evitar viagens não essenciais foram enviadas a todos os funcionários, incluindo o comunicado especial.

Anteriormente, a Amazon já havia anunciado restrições às viagens de e para a China em janeiro, autorizando os trabalhadores, que estavam na região, para trabalharem de forma remota por duas semanas após retornar e que procurassem atendimento médico caso apresentassem sintomas.

As operações de entrega e logística da empresa também estão começando a sentir o impacto do novo coronavírus. Diante disso, a Amazon tem estocando produtos fabricados na China, à medida que crescem as preocupações sobre como sua cadeia de suprimentos pode ser afetada e tentando impedir que os vendedores aumentem os preços de suprimentos muito procurados, como máscaras.


Fonte: Canaltech

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