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Fujifilm é vítima de ransomware e paralisa parte de sua rede no Japão

·2 minuto de leitura

Conhecida pelos produtos de imagem digital, a Fujifilm é a mais nova empresa a ser forçada a paralisar parte de suas atividades como consequência de um ransomware. A empresa confirmou que sua sede em Tóquio, no Japão, foi atingida por um ataque cibernético na última terça-feira (1) que desligou parte de suas redes.

“A Fujifilm Corporation está conduzindo uma investigação sobre um possível acesso não autorizado em seus servidores a partir de fora da companhia. Como parte da investigação, a rede foi desligada parcialmente e desconectada de correspondências externas”, afirmou a empresa em sua página oficial.

Imagem: Captura de Tela/Canaltech
Imagem: Captura de Tela/Canaltech

A empresa reconheceu que pode ter sido atingida por um ransomware, afirmou que está trabalhando para analisar o impacto que isso causou e se desculpou aos consumidores por qualquer inconveniente causado. Além de prejudicar o envio e recebimento de e-mails, o ataque também limitou as capacidades da Fujifilm de receber e processar pedidos dos consumidores.

Malware QBot pode ter iniciado o ataque

Enquanto a companhia não divulga mais detalhes sobre o ataque, o CEO da Advanced Intel, Vitali Kremez, afirmou à Softpedia News que o malware responsável pela paralisação foi o Qbot. Já usada por grupos de cibercriminosos como o ProLock e o Egregor, a ameaça também é associada às ações do REvil, conhecido pelas táticas agressivas que, segundo o FBI, foi o responsável pela recente ofensiva contra a gigante alimentícia JBS.

A informação foi confirmada ao TechCrunch pelo especialista em segurança digital da ProPrivacy, Ray Walsh. Segundo ele, o Qbot é um trojan que não age diretamente no rapto de arquivos e informações confidenciais, mas abre a porta para a ação subsequente de ataques do tipo ransonware.

Ações do tipo são cada vez mais comuns graças às altas somas envolvidas: a Colonial Pipeline confirmou que pagou US$ 5 milhões a criminosos para receber chaves para decifrar seus arquivos em maio deste ano. Nesta semana, os Estados Unidos endureceram as ações de seu Departamento de Justiça, que agora passa a tratar ataques da categoria com a mesma seriedade de ataques terroristas.

Fonte: Canaltech

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