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Fuchsia OS deve chegar a mais dispositivos Google

·3 minuto de leitura

O Google pretende dar novos passos para o Fuchsia OS, sugerem novas vagas de emprego listadas pela gigante. O sistema operacional lançado este ano para a primeira geração do Nest Hub parece estar incluído em planos maiores, e logo poderia despontar em mais dispositivos.

A novidade por si só já revela muito: o Google conta com uma equipe inteiramente dedicada ao desenvolvimento do novo sistema operacional, o “Fuchsia Devices team”. A exclusividade destaca a importância e a continuidade da construção do software para a companhia.

Entre as vagas abertas está o cargo de engenheiro de software — mais especificamente, um Staff Software Engineer. O profissional seria responsável pelo direcionamento da construção do sistema para embarcar “novos dispositivos e formatos”, enquanto colaboraria também na avaliação de código e na adoção de boas práticas em programação e testagem.

Nest Hub foi a primeira linha de produtos a receber o Fuchsia OS, mas sem nenhuma novidade (Imagem: Reprodução/Google)
Nest Hub foi a primeira linha de produtos a receber o Fuchsia OS, mas sem nenhuma novidade (Imagem: Reprodução/Google)

O Google não especifica quais dispositivos seriam equipados com o sistema operacional, mas a descrição do cargo sugere que ele pretende ir além dos dispositivos inteligentes. “Apesar de as primeiras utilizações do Fuchsia serem em telas inteligentes, trabalhamos na expansão para mais formatos e usos”, explica a empresa na descrição da vaga.

Em mais uma vaga destinada a engenheiros, agora para Gerente de Engenharia, a companhia reforça que a ideia é levar o Fuchsia OS para mais aparelhos. A equipe Fuchsia Devices estaria focada em expandir “o alcance [do sistema] para formatos além das linhas Nest e Assistente”, aponta a descrição do trabalho.

Funções em construção

Em outras vagas também listadas para as equipes dedicadas para o Fuchsia OS são descritas algumas das suas futuras funcionalidades. Segundo o site 9to5Google, um cargo já removido da listagem teria a responsabilidade de colaborar com a construção de capacidades de transmissão de tela, videoconferência e aprendizado de máquina — coisas que aparelhos do ecossistema Google já fazem.

Além disso, a Gigante de Mountain View também espera embarcá-lo em dispositivos de outras marcas, tal qual faz com o Android TV e o Android. Em mais um cargo aberto, um profissional seria responsável por "influenciar decisões na escolha de hardware de fabricantes parceiras para aprimorar o Fuchsia e a habilidade do Google de entregar soluções eficientes em software".

Fuchsia OS nos celulares?

Desde as primeiras apresentações do Fuchsia OS, o mistério pairava sobre o SO ser um potencial substituto para o Android. A principal diferença do novo software estaria no uso do kernel Zircon no lugar do Linux.

As demonstrações disponibilizadas para desenvolvedores anos atrás, contudo, mostraram que o sistema ainda estava em estágios iniciais de desenvolvimento — ou até que fosse um lugar em que o Google testava suas ideias antes de devidamente inserir nos softwares oficiais. Posteriormente, porém, essa crença foi desmentida pela própria companhia.

Amadurecido, o Android 12 é a mais nova geração do sistema operacional do Google para smartphones — e está longe de apresentar sinais de cansaço (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)
Amadurecido, o Android 12 é a mais nova geração do sistema operacional do Google para smartphones — e está longe de apresentar sinais de cansaço (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

Neste ano, o software foi oficialmente lançado, mas não da forma que todo mundo esperava: o Nest Hub de primeira geração, tela inteligente da companhia lançada em 2018, recebeu o novo SO de forma extremamente discreta, sem grandes anúncios e absolutamente nenhuma mudança. Usuários passavam pela atualização, mas se deparavam com as mesmas funções e interface do Cast OS, sistema que embarcava o dispositivo anteriormente.

Então, com as novas vagas, será que o Fuchsia OS estaria finalmente a caminho de celulares, ou ele estará mais presente nos dispositivos inteligentes do ecossistema? Talvez, com o tempo, o Google dê melhores contornos para seu projeto.

Fonte: Canaltech

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