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Frota de robôs vira o 'Google Earth' do fundo do oceano

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Os submarinos, que possuem 9 metros de comprimento, precisam de oxigênio para alimentar o ciclo de combustão
Os submarinos, que possuem 9 metros de comprimento, precisam de oxigênio para alimentar o ciclo de combustão
  • Submarino não tripulado reúne dados subaquáticos

  • Preços de cada robô variam de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões

  • Informações podem ajudar a conservar e proteger os oceanos

Usando robôs submarinos para mapear e coletar dados, a startup Terradepth quer criar uma espécie de “Google Earth dos oceanos”. A ideia é ajudar a desvendar os segredos do fundo do mar, semelhante com os satélites que vemos atualmente, mas, ao invés de mandar imagens do espaço, os robôs vão gravar o fundo do mar. 

A empresa está aplicando conceitos de Inteligência Artificial para criar o primeiro banco de dados sobre os oceanos profundos do mundo. Os preços de cada robô variam de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões. 

Os primeiros testes começaram a ser feitos em março deste ano em Lake Travis, no Texas (EUA). Os resultados do teste da Fase 1 demonstram que o submersível não tripulado pode coletar e processar dados subaquáticos, compreender recursos de importação e reajustar-se automaticamente sem intervenção humana.

“O sucesso de nosso primeiro teste é um primeiro passo importante para democratizar os dados do oceano e é outro passo importante em direção ao nosso objetivo de compartilhar informações que podem ajudar a conservar e proteger 98,5% do espaço habitável da Terra - o oceano”, disse Joe Wolfel, co-fundador da Terradepth à Business Wire. 

Mapeamento pode trazer informações importantes para a preservação do ecossistema
Mapeamento pode trazer informações importantes para a preservação do ecossistema

Sempre que algo de errado foi identificado, eles voltam para a superfície e enviam os dados diretamente para os operadores, que com base nisso decidem o que fazer. Na realidade, mesmo que estejam funcionando normalmente, eles precisam ir para cima pelo menos uma vez a cada três dias para “respirar”.

Como funciona o submarino

Os submarinos, que possuem 9 metros de comprimento, precisam de oxigênio para alimentar o ciclo de combustão que impulsiona os veículos para frente. A ideia é que os dispositivos funcionem em pares. Enquanto um desce para filmar, o outro sobe para enviar os dados e assim por diante.

O fato de não ter um humano na cabine ajuda a manter os submarinos robôs na água por mais tempo. “Não pretendemos remover o humano, mas podemos reduzir a carga cognitiva humana”, diz Wolfel.