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Frigorífico da 'picanha mito' vendia carne imprópria para consumo

Picanha mito: Frigorífico foi autuado por ter carne imprópria para consumo. Foto: Reprodução/Redes Sociais.Frigorífico da
Picanha mito: Frigorífico foi autuado por ter carne imprópria para consumo. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
  • Picanha mito: Procon Goiás encontrou quase 50 quilos de carne imprópria para consumo;

  • Produto ou estava vencido, ou não estava propriamente etiquetado com data de validade;

  • Mulher chegou a ir a óbito durante tumulto causado pela promoção da picanha.

O Procon Goiás realizou uma fiscalização nesta quarta-feira (05) no frigorífico de Goiânia que realizou uma ação promocional no domingo (02), dia da eleição. Treinado para suspeitar de táticas promocionais que pareçam boas demais, o Procon viu na promoção indícios de abuso contra o consumidor. O órgão encontrou quase 50 quilos de carne imprópria para consumo.

Anunciada como "picanha mito", a peça de carne estava sendo vendida de R$ 129,99 por R$ 22 para os consumidores que comparecerem ao estabelecimento vestidos com a camisa da seleção brasileira. A ação promocional visava ampliar a votação no presidente Jair Bolsonaro, cuja foto estampava a imagem promocional. A primeira-dama Michele Bolsonaro chegou a comentar a publicação, chamando-a de "muito patriota".

Durante a inspeção desta quarta-feira, o Procon encontrou 44 quilos de carne refrigerada sem informações sobre a data da embalagem e o prazo de validade, dados que são obrigatórios para a identificação de material próprio para consumo. Além disso, o órgão encontrou 5,5 quilos de carne, 10 unidades de tempero e sucos de laranjas vencidos. “Os alimentos e bebidas foram descartados no local”, afirmou o Procon.

O estabelecimento terá também de prestar esclarecimentos sobre a promoção em até 10 dias, devendo informar a relação de produtos ofertados, seus preços reais, promocionais, a duração da oferta e as condições impostas ao consumidor para participar.

A promoção causou tumulto nas unidades do frigorífico, gerando longas filas e tumultos no momento de abertura das lojas. Filmagens do dia mostram pessoas tentando invadir os estabelecimentos e quebrando as portas para entrar. Uma mulher teve a perna prensada durante a confusão e sofreu uma hemorragia, o que a levou à óbito.