Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.329,46
    +2.151,65 (+3,70%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Frente Parlamentar discute mudanças no Plano Nacional do Livro Didático implementadas pelo governo Bolsonaro

Ana Paula Ramos
·3 minuto de leitura
Aluna escrevendo em um livro na Escola estadual Professor Milton da Silva Rodrigues em São Paulo (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Escola estadual Professor Milton da Silva Rodrigues em São Paulo (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Em primeira reunião do ano, a Frente Parlamentar em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita discutiu na quarta-feira (3) as alterações do Plano Nacional do Livro Didático apresentado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, cujo edital sofreu mudanças significativas na última semana.

A publicação do Ministério da Educação (MEC) retirou das regras para a compra de livros trechos como "especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher", que foi substituído por "promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres" e "estar isento de qualquer forma de promoção da violência". O texto retirou também a proibição de obras que contenham sexismo, racismo e preconceito regional.

Leia também

Para a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS), presidente da frente, o encontro dessa quarta foi fundamental para uma forte articulação entre os descontentes com os rumos do governo para a área.

"São várias forças políticas lutando nos últimos anos contra os movimentos autoritários, anticientíficos e contra a educação que o governo tenta impor. Decidimos hoje realizar um grande seminário, que será um momento de articulação e visibilidade para isso. Não podemos aceitar que as únicas ações do governo envolvendo a educação, a cultura e a leitura sejam no sentido de desmontar políticas já existentes e tentar cercear a liberdade de expressão e pensamento", ressaltou a parlamentar.

Além da realização de um amplo seminário sobre o tema, especialistas também sugeriram acionar a Justiça para evitar a alteração no edital do MEC.

A professora Socorro Nunes, titular da Universidade Federal de São João Del-Rei (MG) e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Alfabetização, Linguagem e Colonialidade, destacou o caráter representativo da reunião e a preocupação com a retirada paulatina de referências sobre a diversidade e a pluralidade dos livros didáticos.

"Propus entrarmos com um questionamento na justiça, já que é muito fácil comprovar, na análise que temos enquanto especialistas, o tanto que o recente edital do MEC com relação ao PNLD confronta a Base Nacional Comum Curricular, que é a mandatária. Um edital desse não pode ir nessa direção, pois está ignorando a orientação maior pra educação brasileira. A pluralidade e a diversidade são termos que estão sendo apagados de todas as políticas relativas à educação formuladas pelo governo Bolsonaro”, afirmou.

“A reunião também colocou em evidência as questões preocupantes relativas à alfabetização, que já surgiram em 2019 com o decreto da Política Nacional de Alfabetização", alertou Socorro, que também é membro da diretoria da Associação Brasileira de Alfabetização (Abalf) e pesquisadora do CNPq.

Durante a reunião da Frente ficou decidida a ainda no primeiro semestre de 2021, que será organizado por várias entidades da área para tratar de temas como Plano Nacional do Livro e Leitura, Plano Nacional de Alfabetização, taxação livros, entre outros.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita é formada por parlamentares do Senado e da Câmara Federal e reúne cerca de 90 especialistas, entre representantes de entidades da sociedade civil, professores, alfabetizadores, escritores e representantes de editoras, de departamentos universitários, academia de letras etc.