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Fraqueza do S&P 500 finalmente convence analistas a cair na real

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(Bloomberg) -- Mesmo os otimistas mais radicais de Wall Street começam a ceder ao medo de uma recessão.

Os analistas, que na grande maioria se agarraram a suas recomendações de compra e previsões otimistas de lucro enquanto os mercados desabavam, dão sinais de esmorecer. Eles fizeram mais de 500 rebaixamentos nos preços-alvo e estimativas de lucros das ações do S&P 500 nas últimas cinco sessões, segundo dados compilados pela Sundial Capital Research e pela Bloomberg.

Um ritmo tão frenético de rebaixamentos é raro. Isso só aconteceu quatro outras vezes desde o início dos dados após a crise financeira global.

Os analistas que fazem previsões de mercado com base em amplas tendências macroeconômicas também estão diminuindo seu otimismo. Os estrategistas do UBS e Evercore tornaram-se os últimos que se viram forçados a diminuírem suas perspectivas.

Os analistas vinham sendo ridicularizados por insistirem obstinadamente em suas perspectivas otimistas - muitas ações ainda têm previsões que exigiriam que dobrassem de preço ou mais para serem atingidas. A última onda de revisões para baixo provavelmente significa pouco para investidores que reduziram sua exposição a ações para mínimas de vários anos.

Mas a piora do sentimento é um desenvolvimento bem-vindo para os observadores do mercado à procura de mais sinais de uma capitulação que eles esperam que prepare o terreno para uma recuperação sustentada na renda variável. Também baixa as expectativas para as empresas americanas que começarão a divulgar balanços do segundo trimestre.

“Os analistas querem sair na frente do que muitos esperam que seja uma temporada de balanços dolorosa a partir desta semana”, disse Jason Goepfert, diretor de pesquisa da Sundial. “A mentalidade de rebanho é evidente quando os mercados estão indo bem (ou mal). Eles começaram a entrar em pânico recentemente.”

Ações voltaram a cair na segunda-feira, após o S&P 500 registrar seu segundo ganho semanal em três. Depois de cair 24% entre janeiro e a mínima de junho, o índice de referência ficou preso em uma faixa de 250 pontos, falhando pela segunda vez ao tentar romper a resistência perto de 3.900 pontos.

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©2022 Bloomberg L.P.

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