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Frank Drake, pioneiro na busca por vida extraterrestre, morre aos 92 anos

O astrônomo norte-americano Frank Drake, pioneiro na busca por vida extraterrestre, morreu de causas naturais nesta sexta-feira (2) aos 92 anos.

Em 1960, Drake iniciou o “Projeto Ozma”, visando usar radiotelescópios para buscar sinais de civilizações extraterrestres. Mas antes, teve que lidar com preconceito, ou o que chamava de “fator risadinhas”.

“O assunto era tabu na astronomia”, disse Drake em entrevista ao astrônomo norte-americano Seth Shostak em uma entrevista em 2020. “Ninguém estava fazendo uma busca, porque todos tinham medo. Eu era burro demais para ter medo”.

Um ano depois, ele criou a “Equação de Drake”, usada até hoje para estimar a quantidade de civilizações no universo com base em fatores como a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia, quantas destas estrelas tem planetas, quantos destes planetas poderiam suportar vida, em quantos uma civilização poderia surgir e a fração destas civilizações que sobrevive até produzir tecnologia capaz de enviar sinais detectáveis no espaço.

A "Equação de Drake" é usada há mais de 60 anos para estimar o número de civilizações no Universo
A "Equação de Drake" é usada há mais de 60 anos para estimar o número de civilizações no Universo

Quando a equação foi criada, a própria existência de exoplanetas era desconhecida. Hoje, milhares deles já foram confirmados, muitos localizados dentro da zona habitável de suas estrelas, portanto, com potencial para surgimento da vida. A resposta definitiva para a equação, entretanto, ainda é um mistério.

Frank Donald Drake nasceu em 28 de maio de 1930 em Chicago, Illinois, nos EUA. Entre 1964 e 1984 Drake foi professor de Astronomia na Universidade de Cornell, nos EUA. Depois, assumiu o mesmo cargo na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, entre 1984 e 1996, mantendo uma posição como professor emérito após este período.

Drake também foi diretor do Centro Carl Sagan para Estudo da Vida no Universo no Instituto SETI e presidiu o conselho de curadores do instituto. Também foi membro das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA, e presidiu o Conselho de Física e Astronomia do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA entre 1989 a 1992.

Nadia Drake, jornalista científica e uma das filhas de Frank, publicou uma homenagem a seu pai em seu blog pessoal. “Ad astra, meu doce Papa D. As estrelas tem sorte”.

Fonte: Canaltech

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