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França ultrapassa 100.000 mortes por covid-19

María Elena BUCHELI
·3 minuto de leitura
Paciente infectado com covid-19 recebe tratamento intensivo no hospital Saint-Camille, em Bry-Sur-Marne, a leste de Paris, em 15 de abril de 2021

A França, um dos países europeus mais atingidos pela covid-19, ultrapassou as 100.000 mortes pelo coronavírus nesta quinta-feira (15), informaram autoridades de saúde.

Apenas o Reino Unido (127.000 mortos) e a Itália (115.000) já haviam ultrapassado esse marco simbólico na Europa, mas outros países, como Bélgica e Portugal, apresentam maior taxa de mortalidade per capita.

“Pensamos em todas essas famílias, as pessoas próximas a elas, os filhos que perderam um dos pais ou o avô, todos aqueles irmãos de luto, aqueles amigos perdidos”, relembrou o presidente Emmanuel Macron em um tuíte.

“E enquanto toda a nossa energia é direcionada para sair desta crise, não vamos esquecer nenhum rosto, nenhum nome”, acrescentou.

"Não atingimos o pico de hospitalizações, o que significa que ainda temos dias muito difíceis pela frente", lembrou o porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, na quarta-feira.

Atualmente, cerca de 6.000 pacientes com covid estão sendo tratados em unidades de terapia intensiva (UTI), obrigando o adiamento de cirurgias não urgentes.

É a primeira vez desde abril de 2020 que essa taxa de ocupação de leitos na UTI foi atingida.

Devido a este surto, a França voltou a decretar medidas de confinamento em todo o país no final de março: a população não pode sair depois das 19h ou se deslocar, a qualquer momento, a mais de 10 quilômetros de suas casas, exceto por motivos de trabalho ou médicos.

Jardins de infância, escolas primárias e secundárias estão fechados até 26 de abril, pelo menos, assim como lojas não essenciais.

- 22% da população vacinada -

A situação piorou após a disseminação da variante britânica do coronavírus.

Agora, essa cepa, que é considerada mais contagiosa e mortal, se tornou a principal a circular na França.

Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, a cepa britânica já responde por "80% das infecções".

Para tentar evitar a disseminação de outras cepas, principalmente a brasileira, conhecida como P1, a França anunciou nesta terça-feira a suspensão de todos os voos com o Brasil até pelo menos 19 de abril.

Embora ainda seja uma minoria na Europa, os profissionais de saúde vêm alertando há alguns dias sobre os riscos dessa variante, mais contagiosa, e que se espalhou como um incêndio no gigante sul-americano.

Ao mesmo tempo, o governo tenta redobrar seus esforços de vacinação contra a covid-19 para obter imunidade coletiva.

Com um início lento no final de dezembro, a campanha acelerou nas últimas semanas, apesar dos atrasos nas entregas de vários laboratórios e dúvidas sobre os efeitos colaterais das vacinas AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Segundo dados oficiais, 11,6 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose de uma das vacinas disponíveis contra covid-19 na França, o que corresponde a 22,1% da população adulta, e 4,1 milhões receberam duas doses.

“Para uma população ser protegida (...) ela precisa chegar entre 80% e 85% vacinada”, disse o virologista Bruno Lina ao jornal Le Parisien.

O governo estabeleceu para si a meta de chegar a 20 milhões de vacinados até meados de maio.

Este contexto sombrio levanta dúvidas sobre a possibilidade de flexibilização das restrições em meados de maio, data que Macron fixou para uma reabertura progressiva, com controle rigoroso, das áreas externas de restaurantes e cafés, fechados desde final de outubro.

meb-jz/mb/jc/mvv