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França contribui com 45 milhões de euros para produção de vacinas em Cuba

·2 minuto de leitura
Funcionário trabalha em uma das instalações do Instituto Finlay, em Cuba, em 20 de janeiro de 2021 (AFP/YAMIL LAGE)

Cuba aumentará sua capacidade de produção de vacinas contra a meningite e a pneumonia, especialmente destinadas à África, graças a um financiamento de 45 milhões de euros por parte da França, segundo um acordo firmado nesta quarta-feira (22) em Havana.

Esse financiamento "permitirá a aquisição de novos equipamentos e remodelar os centros produtivos", explicou o embaixador da França em Cuba, Patrice Paoli, durante uma coletiva de imprensa. O diplomata detalhou que os primeiros recursos para este projeto de três anos serão entregues no último trimestre de 2021.

O dinheiro será destinado ao Instituto Finlay de Vacinas para produzir imunizantes contra a meningite e a pneumonia destinados à população cubana, aos países da África subsaariana e às nações em desenvolvimento em geral, onde serão distribuídos a um custo baixo através da OMS e do Unicef.

Graças a esse aporte financeiro, o Instituto Finlay também poderá "alcançar os padrões ótimos exigidos em nível internacional", de acordo com um comunicado enviado à imprensa.

O Instituto Finlay também foi responsável por desenvolver a vacina contra o coronavírus Soberana 02, que atualmente está em processo de reconhecimento por parte da OMS, o mesmo estágio em que se encontra outro imunizante cubano, o Abdala, criado pelo Centro de Engenharia e Biotecnologia (CIGB, na sigla em espanhol).

Até a última segunda-feira (20), Cuba já havia imunizado 46% de seus 11,2 milhões de habitantes com suas próprias vacinas contra o coronavírus. O país caribenho também lançou uma campanha única no mundo para vacinar as crianças a partir de dois anos, uma condição imposta pelo governo para a reabertura das escolas em novembro.

"Já temos 1,6 milhão de crianças vacinadas com a primeira dose" das três previstas, e "com praticamente nenhum efeito adverso", disse nesta quarta o diretor do Instituto Finlay, Vicente Vérez, que destacou que essa cifra deve subir para "quase 2 milhões de crianças" até sexta-feira (24).

Sob um embargo econômico dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver suas próprias vacinas nos anos 1980, descobrindo a primeira contra a meningite B. Atualmente, quase 80% das vacinas que integram o programa de imunização do país são fabricadas na própria ilha.

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