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Fragmentos de asteroide podem ter atingido a Antártida há 400 mil anos

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Uma equipe internacional de cientistas, liderada pelo Dr. Matthias van Ginneken, da Universidade de Kent, descobriu evidências de um impacto de fragmentos de um asteroide que pode ter atingido a Antártida há mais de 400 mil anos e em altíssima velocidade. Eles encontraram pequenas partículas no cume de uma das montanhas de Sør Rondane, na Antártida, que teriam vindo de um objeto com pelo menos 100 m de extensão.

O time analisou 17 partículas escuras e arredondadas, que não medem mais que meio milímetro. Por meio da microscopia eletrônica, Ginneken e a equipe descobriram que se tratam de esférulas de condensação, compostas por ferro, olivina e altas quantidades de níquel, cuja composição corresponde a um tipo de meteorito conhecido como "palasita", o que confirma que elas vieram do espaço. Além disso, havia pouca diferença na presença de isótopos de oxigênio nelas quando comparadas a esférulas de outras regiões da Antártida. Na prática, isso significa que todas as esférulas se formaram em um só evento.

As esférulas de condensação produzidas pelo impacto (Imagem: Reprodução/Scott Peterson)
As esférulas de condensação produzidas pelo impacto (Imagem: Reprodução/Scott Peterson)

A explosão desta rocha espacial foi descrita pelos cientistas como intermediária, pois, apesar de poderosa, não foi intensa o suficiente para criar uma cratera com o impacto. Contudo, o impacto foi bem mais intenso que alguns eventos que ocorreram na Terra recentemente: o evento de Tunguska, ocorrido na Sibéria em 1908, foi tão poderoso que destruiu mais de 80 milhões de árvores em questão de segundos — e o mais estranho é que não houve cratera de impacto deixada para trás.

Já em 2013, um meteorito atingiu a região dos Montes Urais, na Rússia, e a explosão da bola de fogo foi tão intensa que feriu pelo menos 400 moradores, além de ter tremido edifícios e estourado o vidro de janelas. De acordo com os pesquisadores envolvidos no trabalho, este estudo é uma importante descoberta para registros geológicos, já que as evidências deste tipo de eventos são bastante raras por ser difícil identificar e caracterizar partículas de impacto. Os autores ressaltam a importância de estudos sobre a ameaça dos asteroides de tamanho médio, que podem produzir partículas do mesmo tipo.

Se um objeto deste tipo atingisse a Terra hoje, uma grande área poderia ser destruída: “para completar o registro de impactos de asteroides, recomendamos que estudos futuros sejam focados na identificação de eventos similares de diferentes objetos, como o fundo dos oceanos”, explica o Dr van Ginneken.

Embora exista a possibilidade de os impactos assim não ameaçarem a humanidade se ocorrerem na Antártida, o cenário muda totalmente se o impacto ocorrer em outros lugares: “isso muda se ocorrerem em áreas de alta densidade populacional, com milhões de casualidades e alguns danos em distâncias de algumas centenas de quilômetros”, conclui.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science Advances.

Fonte: Canaltech

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