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Foto panorâmica de Marte mostra detalhes do Monte Sharp pelos olhos do Curiosity

·2 minuto de leitura

O rover Curiosity pousou na cratera Gale, em Marte, em 2012. Na etapa mais recente desses nove anos de exploração do Planeta Vermelho, o rover está escalando o Monte Sharp, uma formação geológica na cratera, que chega a 8 km de altura e 154 km de largura — e, com as fotos feitas pelo instrumento MastCamera (ou “Mastcam”) no início de julho, foi possível formar um panorama que destaca todos os detalhes do local.

Atualmente, é inverno na região em que o Curiosity está. Por isso, o céu do novo panorama está relativamente claro e livre de poeira, o que permite observar a paisagem com clareza até o fundo da cratera Gale — e, claro, permite também que a equipe da missão reflita e analise os 26 km pelos quais o Curiosity já se deslocou desde quando pousou.

Confira o vídeo abaixo com os detalhes do panorama:

O local em que o rover está é bastante interessante por si só: os orbitadores em Marte mostraram que esta é uma região diversa, sendo que uma parte dela é rica em minerais de argila, e a outra, em sulfatos, minerais salgados. Assim, as camadas que formam a montanha podem revelar como o antigo ambiente do interior da cratera secou com o tempo, fenômeno que já foi observado em outras áreas de Marte.

Para estudar o local, o Curiosity pulveriza amostras de rocha com a broca de seu braço robótico e, depois, espalha o pó em seu chassi, cujos compostos e minerais são analisados por um par de instrumentos. Recentemente, o rover perfurou sua 32º amostra de rocha, que deverá ajudar a revelar os detalhes da região da transição dos minerais de argila para aquela dominada por sulfatos.

Até agora, a broca no braço robótico do rover já proporcionou a coleta de 32 amostras de rochas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)
Até agora, a broca no braço robótico do rover já proporcionou a coleta de 32 amostras de rochas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

Abigail Fraeman, cientista-adjunta de projeto do Curiosity, explica como as rochas do local podem ajudar a explicar o passado do planeta. “As rochas aqui vão começar a nos dizer como esse planeta, que já foi úmido, se transformou em Marte seco que vemos hoje, e por quanto tempo os ambientes habitáveis persistiram mesmo após a mudança”, explicou em um comunicado.

Agora, o rover já começou a seguir em um caminho que fica entre Rafael Navarro Monteain, uma colina em Monte Sharp cujo apelido foi escolhido para homenagear um cientista da missão, e um monte cuja altura vai além daquela de um prédio de quatro andares. No ano que vem, o rover deverá atravessar essas duas formações através de um cânion estreito.

Fonte: Canaltech

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