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Fosun procura sócio e planeja IPO para Guide e Rio Bravo

Felipe Marques e Vinícius Andrade

(Bloomberg) -- O conglomerado chinês Fosun International procura um parceiro para os dois negócios que controla no Brasil, com o objetivo de acelerar os investimentos e, eventualmente, abrir o capital da gestora de recursos Rio Bravo e da corretora Guide Investimentos no país, disse Paulo Bilyk, sócio global da Fosun Hive.

A Fosun está trabalhando com o Credit Suisse para coordenar negociações com potenciais compradores e planeja manter o controle da Guide e da Rio Bravo, afirmou Bilyk, embora possa dividi-lo com o novo parceiro.

O plano é agrupar as fatias que a Fosun possui na corretora e na gestora em uma única holding e vender uma parte, disse Bilyk, acrescentando que os termos da negociação podem mudar dependendo do comprador.

“O objetivo final é ter as empresas listadas na bolsa em três a cinco anos”, afirmou Bilyk, que também é diretor executivo da Rio Bravo, acrescentando que não há planos de sair totalmente dos investimentos e que a listagem pode ser fora do Brasil.

Bilyk disse que espera que as negociações sejam concluídas ao longo dos próximos seis meses. As partes interessadas incluem fundos de private equity e soberanos, bem como bancos.

Ele não deu uma estimativa precisa de quanto a Fosun planeja levantar, dizendo que são cerca de “centenas de milhões de reais”. Os recursos seriam injetados nas empresas para apoiar o crescimento, especialmente o da Guide, que Bilyk diz que está procurando se expandir para o setor de seguros, com possíveis aquisições.

Bilyk espera aproveitar o entusiasmo gerado pelo IPO em Nova York da XP Inc., a maior corretora do Brasil em volume de negociação de ações, que subiu 40% após sua estreia.

A Fosun comprou uma participação de 50,1% na Rio Bravo em 2016, por um valor não divulgado. A gestora, que administra R$ 14 bilhões, foi fundada em 2000 por Bilyk, Luis Claudio Garcia de Souza e Gustavo Franco.

Dois anos depois, a Fosun anunciou um acordo para comprar o controle da corretora Guide e agora detém 80% da empresa, cuja avaliação mais recente é em torno de R$ 600 milhões, de acordo com documentos regulatórios.

A Fosun tem desacelerado seu ritmo de expansão no exterior, já que o fundador Guo Guangchang pediu recentemente aos principais executivos do conglomerado que se concentrem na China e parem de se expandir para novos mercados.

O jornal Valor Econômico informou que a Fosun havia chamado o Credit Suisse para ajudar a vender parte das participações.

Repórteres da matéria original: Felipe Marques em São Paulo, fmarques10@bloomberg.net;Vinícius Andrade em Sao Paulo, vandrade3@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Michael Moore, mmoore55@bloomberg.net, ;Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net, ;Julia Leite, jleite3@bloomberg.net, Peter Eichenbaum, Steven Crabill

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