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Fortes vendas no varejo e queda do desemprego na Alemanha aumentam esperanças de recuperação

Por Michael Nienaber
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Reabertura da loja Media Markt em Berlim, Alemanha
Reabertura da loja Media Markt em Berlim, Alemanha

Por Michael Nienaber

BERLIM (Reuters) - As vendas no varejo da Alemanha saltaram muito mais do que o esperado em agosto e o desemprego ampliou sua queda em setembro, aumentando as esperanças de que os gastos das famílias na maior economia da Europa possam impulsionar uma forte recuperação no terceiro trimestre diante do choque do coronavírus

Os dados positivos, divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas e pelo Escritório do Trabalho da Alemanha nesta quarta-feira, foram divulgados num momento em que os números crescentes de infecção por Covid-19 obscureciam as perspectivas de crescimento para o quarto trimestre.

A chanceler Angela Merkel e o ministro das Finanças do país, Olaf Scholz, lançaram desde março uma série sem precedentes de medidas de resgate e estímulo para ajudar empresas e consumidores a se recuperarem o mais rápido possível da recessão mais profunda já registrada na Alemanha.

Números divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas nesta quarta-feira mostraram que as vendas no varejo da Alemanha saltaram 3,1% no mês em termos reais em agosto, após uma queda revisada para cima de 0,2% em julho. A leitura superou com folga a previsão da Reuters de ganho de apenas 0,5%.

As vendas no varejo avançaram 3,7% em termos reais em relação ao ano anterior, após um salto revisado para cima de 5,0% no mês anterior.

Em comparação com fevereiro, o mês antes de o surto de Covid-19 abalar a Alemanha, as vendas no varejo em agosto tiveram alta de 5,8%, sugerindo que o setor já deixou a crise para trás.

Em outro bom sinal para os gastos das famílias, o desemprego alemão caiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro, mostraram dados separados.

O número de pessoas sem trabalho caiu em 8 mil em termos ajustados sazonalmente, para 2,907 milhões, enquanto a taxa de desemprego diminuiu para 6,3%, ante leitura de 6,4% no mês anterior.

O número de pessoas com esquemas de jornada reduzida, o que protegeu o mercado de trabalho do impacto da pandemia, caiu para 4,24 milhões em julho, após atingir um pico em abril de quase 6 milhões.