Mercado abrirá em 1 h 7 min
  • BOVESPA

    121.801,21
    -1.775,35 (-1,44%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.195,43
    -438,48 (-0,85%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,30
    +0,15 (+0,22%)
     
  • OURO

    1.816,60
    +2,10 (+0,12%)
     
  • BTC-USD

    38.016,06
    -132,57 (-0,35%)
     
  • CMC Crypto 200

    942,30
    +15,54 (+1,68%)
     
  • S&P500

    4.402,66
    -20,49 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    34.792,67
    -323,73 (-0,92%)
     
  • FTSE

    7.113,98
    -9,88 (-0,14%)
     
  • HANG SENG

    26.204,69
    -221,86 (-0,84%)
     
  • NIKKEI

    27.728,12
    +144,04 (+0,52%)
     
  • NASDAQ

    15.112,75
    +39,25 (+0,26%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1211
    +0,0028 (+0,05%)
     

Forte seca influencia aperto da política monetária no México

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O banco central do México surpreendeu quando levantou a bandeira vermelha e sacudiu os mercados com um aumento surpresa da taxa de juros na semana passada: a seca pode pressionar os preços agrícolas, alertou.

Foi o único novo item que o banco central, conhecido como Banxico, listou entre os riscos para a inflação no dia em que elevou os juros pela primeira vez desde 2018. A pior seca em décadas, de acordo com a NASA, pode ter persuadido as autoridades monetárias ao aperto, disse o presidente do banco central do México, Gerardo Esquivel, em entrevista depois da decisão.

A seca parece ser “parte dos choques que afetam a inflação”, disse Esquivel à Bloomberg News depois do aumento dos juros pela instituição em 24 de junho.

Bancos centrais do mundo todo avaliam o impacto do clima na política monetária. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, insiste que a mudança climática não é um fator primordial na formulação da política monetária, uma visão contestada por autoridades na Europa. No Brasil, a pior crise hídrica em quase um século ajudou a acelerar a inflação acima de 8%, o ritmo mais rápido em cinco anos, explicando em parte os recentes aumentos da Selic.

Baixo nível dos reservatórios

A seca do México afeta cerca de 80% do país, principalmente em estados do noroeste como Sinaloa, produtor de tomate, mas também Jalisco, com foco na criação de gado, impulsionando os preços dos produtos agrícolas. O nível dos reservatórios em oito dos 32 estados do país está abaixo de 10%, segundo a Comisión Nacional del Agua (Conagua).

Embora não sejam o único fator para a inflação - os preços da energia e de outras commodities tiveram grande impacto -, os custos agrícolas ajudaram a empurrar o índice anual acima de 6% no México no início de junho, surpreendendo economistas, que esperavam uma desaceleração da inflação. Frutas e legumes, liderados por tomates, tiveram o maior peso no aumento.

O Banxico reagiu e elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 4,25%, em uma decisão dividida, resultado que nenhum dos 23 economistas consultados pela Bloomberg esperava.

“As cadeias de suprimento e os processos produtivos de diversos bens e serviços continuam a ser afetados pela pandemia”, disse o banco central no comunicado anunciando o aumento. “Isso causou choques além dos previstos no índice principal e núcleo da inflação.”

Irene Espinosa, também do banco central mexicano, disse à Bloomberg News em maio que o aumento dos preços dos alimentos in natura mostra que as autoridades monetárias têm um papel a desempenhar no financiamento sustentável e na redução dos riscos da mudança climática.

“Isso pode se transformar em uma bola de neve que gera maiores pressões inflacionárias”, disse na época.

Futuros passos

Durante a entrevista, Esquivel também alertou que a mudança climática pode tornar as oscilações de preços mais erráticas no futuro. Mas o presidente do banco central, conhecido por sua inclinação ao afrouxamento monetário, questiona se a política monetária é o caminho correto para combater as secas.

Na cesta de inflação do México, os alimentos têm maior peso do que em muitos outros países, incluindo Argentina e Brasil, porque os altos níveis de desigualdade aumentam a importância dos preços dos alimentos, disse Esquivel. Portanto, embora o Fed tenha afirmado que os eventos climáticos não afetarão diretamente a política monetária, o México não fez a mesma promessa, explicou.

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos