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Forte rali do aço nos EUA afeta várias partes da economia global

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O setor de aço mostra forte expansão puxada pela recuperação da economia global dos impactos da pandemia, e os efeitos cascata são sentidos em todos os segmentos, da construção à fabricação de eletrodomésticos.A demanda é tão alta que usinas nos Estados Unidos pararam de receber pedidos de clientes nas últimas semanas, segundo Dan DeMare, diretor de vendas da Heidtman Steel Products. DeMare disse que as usinas podem não aceitar novas encomendas até meados do ano para que possam atender os pedidos em atraso.

Em uma economia global já abalada pela oferta apertada e preocupações com a inflação, as recentes medidas de usinas podem sinalizar mais obstáculos para entregas e preços ainda mais altos para uma commodity essencial para um grande número de setores.

Nos EUA, o preço do aço triplicou em 12 meses, pois a recuperação econômica mais rápida do que o esperado pegou produtores de surpresa, enquanto na China os futuros alcançaram um recorde depois que as autoridades se comprometeram a reduzir a produção em um esforço para controlar as emissões. Os preços também subiram na Europa, por isso as importações podem aumentar apenas até certo ponto, mesmo se os EUA suspenderem as tarifas impostas pelo governo Trump.

“Nunca vi antes essa força e velocidade dos movimentos antes”, disse Phil Gibbs, analista da Keybanc Capital Markets, em Cleveland. “Cubro este setor há quase 15 anos, por isso vi alguns ralis bem loucos”, disse em entrevista por telefone.

Embora os preços das commodities tenham subido, o salto de 220% do aço nos EUA nos últimos 12 meses eclipsa os ganhos de outras commodities como cobre e petróleo. O índice da Standard and Poor’s de siderúrgicas, que inclui Nucor, Cleveland-Cliffs e US Steel, acumula alta de 69% em 2021, de longe o melhor desempenho do indicador de referência nos primeiros cinco meses do ano.

A alta parecia inimaginável para executivos do setor aço há apenas 10 meses, que previam um retorno da demanda aos níveis pré-pandemia só em 2022. A rápida recuperação e lenta retomada de usinas siderúrgicas drenaram os estoques, que já estavam baixos durante o auge da pandemia.

Mais oferta

Existem alguns sinais de que a crise de oferta pode ser aliviada.

Siderúrgicas dos EUA devem adicionar cerca de 4,6 milhões de toneladas anuais de capacidade de produção até o fim de 2022, um aumento de cerca de 4% em relação aos níveis atuais. Além disso, a alta dos preços deu ao governo do presidente Joe Biden motivos para considerar a suspensão das tarifas da era Trump sobre o aço importado da União Europeia.

E na China, maior consumidor e produtor mundial de aço, o governo frequentemente reitera seu compromisso de reduzir a produção recorde desde o final do ano passado. Ainda assim, usinas do país têm produzido volumes de aço sem precedentes.

Mas, por enquanto, os clientes de aço que buscam suprimentos imediatos, ou o metal à vista, estão pagando mais e esperando mais.

“Não há muita disponibilidade” no mercado à vista, disse DeMare, da Heidtman Steel, em entrevista. As usinas “limitaram suas carteiras de pedidos e o número de encomendas para que possam começar a recuperar o atraso”.

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©2021 Bloomberg L.P.

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