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Fornecimento de gás russo para Europa caiu quase 27% no período janeiro-abril

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Central de energia de Gelsenkirchen, Alemanha (AFP/Ina FASSBENDER) (Ina FASSBENDER)
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O fornecimento de gás russo para países da União Europeia (UE) e a Turquia registraram uma queda considerável entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2021, enquanto a entrega para a China registrou forte alta, anunciou a empresa Gazprom.

"As exportações para os países fora da CEI (UE e Turquia, ndr) foram de 50.100 metros cúbicos, 26,9% menos que no mesmo período de 2021", afirma um comunicado do grupo controlado pelo Estado, que não apresenta uma explicação.

A Gazprom completa que seguirá fornecendo gás "em plena conformidade com as obrigações contratuais".

As exportações para a China dispararam, com uma alta de 60% em ritmo anual pelo gasoduto Power of Siberia.

Na Europa, os preços da energia registraram forte alta e a UE não decidiu até o momento aplicar um embargo ao petróleo e gás russos.

Em 2021, a Gazprom registrou lucro líquido recorde equivalente a 28 bilhões de euros, na taxa cambial atual, graças a um forte aumento da demanda de hidrocarbonetos.

Ao mesmo tempo, a Alemanha, um dos países europeus que era mais dependente do fornecimento de energia da Rússia antes da guerra na Ucrânia, anunciou neste domingo que conseguiu reduzir a tendência, especialmente para o carvão e o petróleo.

A dependência da maior economia europeia das importações de petróleo russo caiu nas últimas semanas a 12%, contra 35% antes do conflito, e as compras de carvão diminuíram a 8%, contra 50% anteriormente, afirma um comunicado divulgado pelo ministério da Economia.

Em contraste, a dependência do gás russo permanece significativa, embora tenha sido reduzida a 35%, contra 55% antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, que começou em 24 de fevereiro.

"Nas últimas semanas, fizemos grandes esforços, com todos os atores envolvidos para reduzir nossas importações de energias fósseis da Rússia e para diversificar nossos estoques", celebrou o ministro da Economia e do Clima, Robert Habeck.

A Alemanha anunciou há algumas semanas que deseja prescindir completamente do petróleo e do carvão russo até o fim do ano.

Em relação ao gás, a Alemanha alertou que será difícil deixar de consumir gás russo antes de 2024, embora o país tenha aumentado as importações de gás natural da Noruega e da Holanda, além do gás liquefeito de outros países.

bur/sba/me/eg/fp

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