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Fornecedores da Huawei tentam reverter últimas proibições de Trump

Alexandra Alper e Karen Freifeld
·3 minuto de leitura
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Por Alexandra Alper e Karen Freifeld

WASHINGTON (Reuters) - Empresas de semicondutores querem mais tempo para recorrer de medidas do governo Trump que bloquearam suas vendas para a chinesa Huawei, na esperança de que a administração de Biden reverta as decisões, disseram cinco fontes à Reuters.

Vários executivos da área que não quiseram ser identificados disseram que, em última análise, não acham que o governo Biden suavizará significativamente a posição linha-dura. "Todo mundo está desanimado", disse um executivo.

Bilhões de dólares em tecnologia dos EUA e vendas de chips para a Huawei dependem de como o governo Biden aplicará as restrições de exportação que o governo Trump colocou em prática.

As empresas esperam que, com mais tempo para apresentar seus casos perante um painel interagências e uma possível mudança na política, pelo menos algumas das vendas rejeitadas da Huawei sejam permitidas.

O Departamento de Comércio não respondeu aos pedidos de comentários. Uma porta-voz da Huawei disse que a empresa não tem nenhuma visão sobre o processo de licenciamento do Departamento.

Dias antes de o ex-presidente Donald Trump deixar o cargo em 20 de janeiro, o governo notificou fornecedores da Huawei, incluindo a fabricante de chips Intel, que o governo estava revogando certas licenças de venda para a Huawei e pretendia rejeitar dezenas de pedidos de outros.

A onda de avisos de "intenção de negar" estava entre as medidas de última hora relacionadas à China destinadas a colocar o presidente Joe Biden em políticas rígidas contra Pequim e cimentar o legado de Trump.

Entre as decisões, Trump negou 116 pedidos de licenças de vendas no valor de 119 bilhões de dólares e aprovou quatro no valor de 20 milhões, de acordo com um documento do Departamento de Comércio datado de 13 de janeiro e visto pela Reuters. Outros 300 pedidos com valores declarados de 296 bilhões de dólares estavam pendentes, disse o documento.

Algumas empresas cujos pedidos de licença foram rejeitados pediram ao Departamento de Comércio por mais do que o padrão de 20 dias para recorrer das decisões, disseram as fontes. O departamento concedeu prorrogações de 90 dias para algumas das empresas, disseram as pessoas.

FORNECEDOR NÃO CONFIÁVEL

A Casa Branca sob o comando de Biden descreveu a Huawei como um "fornecedor não confiável" e uma ameaça à segurança nacional.

A nomeada de Biden para a secretaria de Comércio, Gina Raimondo, prometeu proteger as redes de telecomunicações dos EUA de empresas chinesas, mas se recusou a manter a Huawei em uma lista negra de comércio.

Para remover a empresa da lista negra, o Departamento de Comércio teria que certificar ao Congresso que a Huawei mitigou a ameaça à segurança nacional que ela representa e que a empresa resolveu as acusações de violações de sanções sob a lei de 2019.

"Não acho que haverá uma mudança na política da Huawei", disse James Lewis, da consultoria de segurança CSIS. "Acho que (o governo Biden) está sinalizando principalmente: 'Faremos a mesma coisa, mas tentaremos fazer de uma forma mais favorável aos negócios'."