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Formação de estrelas é comum na região central da Via Láctea, diz novo estudo

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Através de observações feitas pelo Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um grupo de cientistas liderado por Shin Lu, pesquisador do Observatório Astronômico Nacional do Japão, descobriu que, na chamada Zona Molecular Central (CMZ, sigla em inglês) — região central da Via Láctea —, um grande número de estrelas estão se formando. Até então, os principais estudos apontavam esta como uma região inadequada para o nascimento de estrelas por conta da dinâmica de altas energias no núcleo da galáxia.

A região central da Via Láctea é caracterizada por grandes forças de maré, campos magnéticos, partículas de alta energia e frequentes explosões de supernovas. Este seria um ambiente nada propício para um "berçário" de estrelas. Além disso, existe uma grande quantidade de nuvens moleculares que poderiam esconder atividades deste tipo. Mas, graças à alta sensibilidade e resolução do telescópio ALMA, a equipe observou mais de 800 regiões de gases com alta densidade — dentre os quais 43 se revelaram como estrelas recém-nascidas escondidas na CMZ.

Estrelas nascem quando uma grande nuvem de gás se contrai por conta da gravidade, mas, se este processo for interrompido por alguma força exterior, a formação deixa de ocorrer. No entanto, estes novos resultados revelam que a atividade de formação de estrelas nas profundezas do centro galáctico é, além de comum, mais resistente ao ambiente turbulento ao redor. “É muito difícil para os bebês nascerem e crescerem de maneira saudável em um ambiente muito barulhento e instável. No entanto, nossas observações provam que mesmo nas áreas fortemente perturbadas ao redor do Centro Galáctico, estrelas bebês ainda se formam”, disse Shin Lu.

Um grande número de protoestrelas nas três regiões da Zona Molecular Central, observadas pelo ALMA (Imagens: Reprodução/ALMA-ESO/NAOJ/NRAO)
Um grande número de protoestrelas nas três regiões da Zona Molecular Central, observadas pelo ALMA (Imagens: Reprodução/ALMA-ESO/NAOJ/NRAO)

O co-autor do artigo, Shuichiro Inutsuka, que é professor da Universidade de Nagoya, no Japão, explica que observações anteriores sugerem que as taxas gerais de formação de estrelas são suprimidas em cerca de 10% nas nuvens moleculares. Apesar disso, o novo estudo revela que os processos de formação nessas regiões são similares às que ocorrem na vizinha do Sistema Solar.

Agora a equipe espera realizar uma nova investigação desses 43 núcleos com estrelas recém-nascidas com o ALMA e novos instrumentos como o Telescópio Espacial James Webb, a ser lançado no final deste ano. Pesquisas como esta são fundamentais para entender melhor como é a dinâmica de formação de estrelas em regiões tão extremas como o centro da galáxia.

O artigo foi integralmente publicado no periódico científico The Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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