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Ford prevê que 40% de seus veículos vendidos em 2030 serão elétricos

·3 minuto de leitura
A Ford disse que recebeu 70.000 reservas para seu veículo totalmente elétrico F-150 na semana após seu anúncio

A montadora americana Ford, seguindo tendência iniciada por outras gigantes do setor de automóveis, planeja acelerar seus investimentos em veículos elétricos e espera que 40% de seus carros vendidos mundialmente até 2030 rodem sem combustível.

O grupo, que anunciou em fevereiro que planejava destinar mais de US$ 22 bilhões à produção de veículos elétricos até 2025, elevou nesta quarta-feira (26) esse montante para US$ 30 bilhões, segundo detalha um comunicado.

Símbolo dessa evolução: a Ford apresentou recentemente com grande alarde uma versão elétrica de sua popular picape F-150, o veículo mais vendido nos Estados Unidos. Cerca de 70 mil clientes já encomendaram este modelo desde a abertura das reservas, há apenas uma semana.

"Essa é nossa maior oportunidade de crescimento e criação de valor desde que Henry Ford iniciou a produção em escala do Modelo T", disse o diretor-executivo da Ford, Jim Farley, em nota.

A fabricante já lançou o Mustang Mach-E, um SUV elétrico, e planeja comercializar uma versão elétrica de sua caminhonete Transit nos próximos meses.

O grupo também decidiu trabalhar em suas próprias baterias elétricas: além de criar um centro de pesquisa e desenvolvimento dedicado a este componente essencial, a Ford anunciou recentemente a intenção de formar uma joint venture com o grupo sul-coreano SK Innovation para a fabricação de células e módulos de baterias elétricas nos Estados Unidos.

Em um mundo confrontado com os desafios das mudanças climáticas, vários fabricantes agora se voltam para a energia elétrica para reduzir as emissões de poluentes.

A General Motors, principal concorrente da Ford, comprometeu-se em janeiro a parar de fabricar automóveis poluidores até 2035.

As ações a Ford subiram 8,51% em Wall Street no fechamento desta quarta-feira.

- Alcançar a Tesla -

A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou recentemente que, para tentar manter o aquecimento global sob controle, é necessário esquecer a partir de agora qualquer projeto de exploração de petróleo ou gás e não vender um único novo carro térmico após 2035.

Sob pressão de uma opinião pública, de clientes e investidores cada vez mais sensíveis a esta problemática, muitos fabricantes começaram a se voltar para os veículos elétricos para reduzir emissões de poluentes.

Este setor ainda é dominado pela Tesla, que vale cerca de 580 bilhões de dólares em Wall Street, frente a 51 bilhões de dólares no caso da Ford.

O grupo alemão Volkswagen também espera oferecer 70 modelos elétricos até 2030 e vender 26 milhões de unidades em 10 anos.

As vendas de veículos elétricos representaram, no entanto, 2,5% do mercado americano no primeiro trimestre, segundo a consultoria especializada Cox.

O presidente americano, Joe Biden, destaca como prioridade o desenvolvimento de veículos elétricos. Em seu plano de investimentos em infraestrutura, atualmente em discussão, está a construção de uma rede nacional de 500.000 postos de recarga até 2030 ou a passagem ao funcionamento à base de eletricidade de 20% dos célebres ônibus escolares amarelos.

"Estamos no início de um mercado, o dos veículos elétricos, que poderia valer cinco trilhões de dólares na próxima década", antecipou Dan Ives, da consultoria Wedbush. Esse especialista considera que a indústria automotiva "atravessa uma de suas maiores transformações desde os anos 1950".

jum/Dt/eb/mr/mvv