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Ford pode não entregar 45 mil carros por falta de peças

A Ford decidiu que não vai enviar às concessionárias carros que estejam incompletos por falta de componentes e semicondutores, essenciais para a composição de itens de tecnologia e segurança. Segundo a montadora, a soma pode chegar a 45 mil automóveis, entre carros esportivos e picapes médias e grandes, hoje os principais produtos da montadora.

Como é de conhecimento geral, a pandemia da covid-19 afetou consideravelmente o mercado de semicondutores, já que a demanda por essas peças aumentou muito por conta da produção maior de computadores e outros eletrônicos. Esperava-se que a produção fosse ser normalizada já em 2022, mas, ao que tudo indica, isso pode atrasar um pouco mais.

A Ford Ranger é uma das picapes mais tecnológicas do Brasil (Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech)
A Ford Ranger é uma das picapes mais tecnológicas do Brasil (Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech)

A Ford, assim como outras montadoras, foi diretamente afetada com a escassez de peças. Segundo a empresa, em julho, 53 mil carros já deixaram de ir para as pontas de vendas nos Estados Unidos e esse número pode ser de mais 45 mil no terceiro trimestre. Os custos dos semicondutores seria de US$ 1 bilhão a mais do que o esperado pela empresa.

A explicação está na falta de oferta dessas peças e na inflação registrada nos Estados Unidos e em países que produzem esses componentes, como Taiwan. A expectativa é de que as coisas possam melhorar somente em 2023, apesar de que os lucros da empresa, a princípio, serão pouco afetados esse ano.

No terceiro trimestre de 2022, a Ford estima ter um lucro operacional de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,77 bilhões). Os carros esportivos, SUVs e picapes hoje são os principais produtos da montadora, inclusive aqui no Brasil, já que os modelos populares deixaram de ser fabricados por aqui.

Fonte: Canaltech

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