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Ford deixa Índia e tem prejuízo de mais de R$ 11 bi

·2 minuto de leitura
Em um anúncio na quinta-feira (9), a Ford disse que cerca de 4.000 funcionários serão demitidos e a fabricação será encerrada imediatamente. (Bill Pugliano/Getty Images)
  • Companhia não conquistou mais de 2% do mercado em 20 anos de investimento

  • Últimos 10 anos foram de gigantescos prejuízos para a Ford

  • Mercado indiano é cemitério para empresas automotivas americanas

A Ford está encerrando a produção na Índia e levando um prejuízo de US$ 2 bilhões (R$10.43 bi). O mercado da Índia tem se provado muito complexo para as empresas americanas. Em um anúncio na quinta-feira, a empresa disse que cerca de 4.000 funcionários serão demitidos e a fabricação será encerrada imediatamente. Jim Farley, CEO da Ford, disse que a mudança foi "difícil, mas necessária" para alcançar um crescimento de longo prazo.

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"Apesar de investir significativamente na Índia, a Ford acumulou mais de US$ 2 bilhões em perdas operacionais nos últimos 10 anos, e a demanda por novos veículos tem sido muito mais fraca do que o previsto", disse Farley.

O chefe da Ford na Índia, Anurag Mehrotra, disse que a unidade não foi capaz de encontrar um "caminho sustentável para a lucratividade de longo prazo que inclua a fabricação de veículos no país". Ele acrescentou que a decisão foi "reforçada por anos de perdas acumuladas, excesso de capacidade da indústria persistente e falta de crescimento esperado no mercado de automóveis da Índia".

Duas fábricas da Ford nas cidades de Sanand e Chennai serão fechadas nos próximos meses e a empresa "trabalhará em estreita colaboração" com os funcionários afetados pelos fechamentos.

A Ford luta há muito tempo na Índia, que foi o quinto maior mercado automotivo do mundo no ano passado. A montadora iniciou suas operações lá em 1995 e já investiu mais de US$ 2 bilhões no país nos últimos 25 anos. Mas quase não conquistou participação de mercado. O controle de mercado da Ford ficou em cerca de 1,8% em julho, ante quase 2,1% um ano atrás, de acordo com a Federação das Associações de Concessionárias de Automóveis, órgão que representa as concessionárias de automóveis.

A fabricante de automóveis Maruti Suzuki - uma empresa indiana de propriedade da japonesa Suzuki - tinha quase 45% do mercado em julho, enquanto a coreana Hyundai controlava 17%.

Em 2019, a Ford fechou um acordo com a rival local Mahindra para transferir a maior parte de seus negócios indianos para uma nova companhia, mas o negócio foi desfeito no ano passado. As empresas citaram "mudanças fundamentais nas condições econômicas e comerciais globais" causadas em parte pela pandemia.

A Ford é a mais recente montadora dos Estados Unidos a cortar seus negócios na Índia nos últimos anos. A General Motors anunciou em 2017 que deixaria de vender carros no país.

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