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Força-tarefa da Greenfield pede a Aras prorrogação dos trabalhos

Isadora Peron
·3 minuto de leitura

Grupo já contou com cinco procuradores em dedicação exclusiva, mas, neste ano, por decisão da PGR, perdeu dois membros A força-tarefa da Greenfield encaminhou ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para pedir a prorrogação dos trabalhos do grupo, que termina em dezembro. Além dos atuais integrantes e colaboradores que atuam no caso, que investiga desvios em fundos de pensões, a força-tarefa pede para que a equipe seja aumentada com membros que tenham dedicação exclusiva. O pedido foi encaminhado ao PGR na segunda-feira. A medida se aplicaria até que se defina e crie estrutura alternativa para assumir os casos, como a Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac) ou os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos), que substituiriam o modelo atual das forças-tarefas. Força-tarefa da Greenfield encaminhou ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para prorrogar o grupo Denio Simoes/Valor - 4/10/2019 Em setembro, o criador da força-tarefa, procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, apontou falta de apoio e pediu para deixar o grupo. De acordo com a força-tarefa, a Greenfield já contou com cinco procuradores em dedicação exclusiva, mas, neste ano, por decisão da PGR, perdeu dois membros. Desde julho, apenas Anselmo ainda mantinha a prerrogativa de exclusividade para atuar no grupo. No documento enviado à PGR, os procuradores apontam que, desde o final do ano passado, a força-tarefa tem sido prorrogada por curtos períodos e que, com uma portaria editada junho pela PGR, a "estrutura foi gravemente prejudicada, mesmo sem qualquer definição de solução/estrutura alternativa concreta". "A estrutura cada vez mais deficitária da FT pode acarretar graves prejuízos ao andamento das ações e investigações e incrementa o risco de prescrição das metas não cumpridas", diz o texto. "Portanto, é imprescindível não apenas a prorrogação da designação para atuar na FT Greenfield dos atuais integrantes e colaboradores eventuais da FT, até que se defina e se crie estrutura alternativa (como Unac ou Gaeco) para assumir os seus complexos casos, como também que seja o quanto antes aumentada a força de trabalho da FT", diz o documento. O grupo aponta que, das 189 metas da investigação, 81 já foram cumpridas e 108 estão pendentes, o que equivale a 57,14% do planejamento. "No período de agosto de 2019 a julho de 2020, foram alcançadas 18 metas, não tendo sido alcançada nenhuma meta em julho, o que já indica preocupante diminuição da produção de resultados, que começou a ocorrer com a saída de dois membros, em outubro de 2019, que atuavam com exclusividade na FT", diz o texto. A Greenfield é atualmente responsável por 49 ações penais e 32 ações de improbidade. Ao todo, 171 pessoas foram denunciadas, além de 29 pessoas jurídicas. A força-tarefa também cuida de acordos de leniência, de colaboração e de reparação de danos, nos quais foram acordados o pagamento de mais de R$ 11,9 bilhões no total. A força-tarefa também tem sob sua responsabilidade a análise de dados de 24 casos, com 435 investigados e quase R$ 3 trilhões em movimentações financeiras a crédito e débito já com sigilo bancário afastado.