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Fontes de combustível fóssil da Terra devem permanecer intocáveis até 2050

·2 minuto de leitura

O Acordo de Paris, de 2015, estabeleceu uma meta de limitar o aquecimento global em 2 °C até 2050, mas os desafios para alcançar essa marca são muitos. Os combustíveis fósseis, como o carvão, ainda dominam o sistema de energia global e, em um novo estudo conduzido pela University College London, cientistas afirmam que a maior parte desse combustível é “intratável” e deve permanecer no solo se quisermos alguma chance de atingir tais objetos climáticos.

A Indonésia e a Austrália são os maiores exportadores de carvão do mundo e, para atender às demandas de redução necessárias, os dois países precisariam abandonar 95% de seus depósitos naturais até 2050. Além disso, nações do Oriente Médio precisarão deixar toda sua reserva de carvão em solo e os EUA cerca de 97% de suas reservas.

O estudo também revela que, em todo o mundo, quase 90% de todas as reservas de carvão deverão permanecer intocadas pelas próximas três décadas, incluindo 76% só na China e na Índia. Qualquer extração maior do que este limite poderia facilmente empurrar o aquecimento global para além da meta de 1,5 °C de aquecimento global em relação ao período pré-industrial, alertam os pesquisadores.

Reservas não extraíveis por região (Imagem: Reprodução/Dan Welsby et al.)
Reservas não extraíveis por região (Imagem: Reprodução/Dan Welsby et al.)

E não é apenas o carvão que preocupa os cientistas: segundo eles, o mundo também precisa interromper 60% de suas extrações de petróleo e gás metano. Só o Canadá precisará deixar 83% de seu petróleo intocável até 250 e 81% de suas reservas gás no mesmo período. Mesmo todas estas marcas sendo atingidas, a pesquisa aponta que exista apenas 50% de chance em manter as temperaturas globais no limite.

O novo estudo é uma revisão mais aprofundada de um artigo publicado em 2015, que já apontava a necessidade de reduzir ou abandonar por completo o uso de combustíveis fósseis. Mesmo assim, as novas estimativas não consideram os eventos que poderiam desencadear emissões de carbono em grandes volumes, como uma erupção vulcânica.

Alguns cientistas acreditam que, com o avanço das energias renováveis e sistemas de captura de carbono, o uso de combustíveis fósseis poderá persistir por mais um tempo. No entanto, toda a tecnologia necessária para isto ainda não foi dimensionada. Caso uma transição energética global não seja alcançada até 2050, muitas nações sofrerão, muitas nações perderam enormes receitas.

Os países do Oriente Médio e a Rússia, os maiores detentores de reservadas de combustíveis fosseis, são os que mais perderiam. No Iraque, Arábia Saudita e Kuwait, esses combustíveis representam entre 65 a 85% da receita do governo. Os autores ainda argumentam que as nações ao redor do mundo precisão começar a elaborar políticas domésticas que limitem a produção de combustível fóssil e reduzam sua demanda.

A pesquisa foi publicada no dia 8 de setembro deste ano, na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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