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Foi mérito’, diz Mourão sobre promoção do filho a assessor especial do Banco do Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão se manifestou a respeito da promoção de seu filho, Antônio Hamilton Roseli Mourão (Fátima Meira/Futura Press)

O vice-presidente Hamilton Mourão se manifestou a respeito da promoção de seu filho, Antônio Hamilton Roseli Mourão, a assessor especial da presidência do Banco do Brasil. Antes, ele atuava como assessor empresarial de agronegócios.

“Possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente por ser meu filho”, afirmou o general, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Questionado, o banco informou que o cargo está previsto em seu estatuto e é de livre provimento de seu presidente.

Entenda

Antônio Roseli Mourão trabalha no Banco do Brasil há 18 anos e trabalhará em contato direto com o presidente. O que chamou a atenção de muita gente foi o fato de o salário do profissional triplicar, passando de R$ 12 mil a R$ 14 mil (dependendo da carga horária) para R$ 36 mil. O filho do vice-presidente vai receber até mais do que o próprio pai, que tem o segundo maior salário do executivo, de R$ 27,8 mil.

Apesar da polêmica despertada pela notícia, especialistas indicam que o caso não configura nepotismo. De acordo com o professor de Direito Público na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Ary Sundfeld, seria necessário que o promovido tivesse sido nomeado pelo próprio parente. “O Banco do Brasil e a União federal não são a mesma pessoa jurídica, então, rigorosamente, pela súmula do Supremo, não há uma proibição”, explica.