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Foguete Artemis 1 será guiado pela Alexa da Amazon

Assistente virtual Alexa será utilizada para monitorar condições da nave à distância (MARK FELIX/AFP /AFP via Getty Images)
Assistente virtual Alexa será utilizada para monitorar condições da nave à distância (MARK FELIX/AFP /AFP via Getty Images)
  • Assistente virtual Alexa será utilizada para monitorar condições da nave à distância;

  • Programa Artemis prevê a criação de uma base permanente para astronautas na Lua;

  • Foguete SLS, da NASA, é o mais tecnológico construído até hoje.

A primeira fase do programa Artemis está marcada para acontecer no dia 29 de agosto, com o lançamento do foguete Space Launch System (SLS), da NASA, que levará a espaçonave Orion para o espaço na missão Artemis 1. Esse estágio inicial não contará com tripulação, pelo menos não uma tripulação humana como estamos acostumados.

Isto porque esta primeira etapa servirá também para demonstrar o potencial da Alexa, tecnologia de assistente virtual da Amazon. Intitulado Callisto, esse projeto de exibição de proeza tecnológica foi criado em parceria com a NASA e a Lockheed-Martin, que desenvolveu a Orion.

O objetivo é mostrar como essa tecnologia pode auxiliar os astronautas em suas futuras missões espaciais. Espera-se que dados da viagem, como status de voo, orientação da nave e os níveis de recursos a bordo possam ser acessados através da assistente virtual via comando de voz.

Além da Alexa, a fabricante de tecnologias aeroespaciais e bélicas, Lockheed-Martin, também realizou um acordo com a Cisco para utilizar seu serviço de videoconferência Webex. É a partir dele que os controladores da NASA enviarão comandos de voz para a Alexa. Segundo as empresas, a assistente virtual poderá responder milhares de perguntas específicas como “Alexa, quão rápido a Orion está viajando?” ou “Alexa, qual é a temperatura na cabine?”.

Dificuldades de se operar no espaço

As empresas envolvidas afirmaram que a Alexa para funcionar no espaço não é tão simples quanto parece. Aqui na Terra ela tem acesso à internet, onde pode se conectar com diferentes bancos de dados e servidores ao redor do mundo para executar as tarefas pedidas à ela.

No espaço não há nada disso, e providenciar uma conexão via ondas de rádio pode ser insuficiente para que o trabalho seja realizado da maneira apropriada. Por isso ela será enviada junto a um banco de dados preparado especificamente para a tarefa. Além disso, caso seja necessário, ela terá apoio na conexão à rede de radiotelescópios da NASA, a Deep Space Network.

“A Orion já é a espaçonave mais avançada já desenvolvida para levar astronautas à Lua, e a tecnologia de ativação por voz pode levá-la ao próximo nível, permitindo que os sistemas de computador interativos das espaçonaves de ficção científica se tornem uma realidade para a próxima geração de exploradores”, garantiu Howard Hu, vice-gerente do programa Orion no Johnson Space Center da NASA.