Mercado fechará em 3 h 44 min

Fogão de cozinha vai 'perder' a tampa por segurança

Uma das primeiras medidas adotadas pelo Inmetro para deixar o fogão mais seguro é a determinação da retirada de sua tampa (Pixabay)

Uma das primeiras medidas adotadas pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para deixar o fogão mais seguro é a determinação da retirada de sua tampa.

“A tampa só torna o fogão mais caro e aumenta o risco de acidentes para o consumidor”, defende Marcos André Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro.

Essa mudança faz parte de uma nova regulamentação do produto, que contempla 15% dos acidentes registrados no banco de dados do Inmetro (Sinmac). A eliminação da tampa será feita por meio de uma portaria que deve ser publicada em três meses. Os fabricantes terão 12 meses para se adaptarem.

A alteração segue as normas padronizadas no Mercosul. Além da tampa, também está prevista a redução da eficiência energética em prol da maior segurança do produto. Na prática, isso quer dizer que o consumidor vai gastar um pouco mais de gás para garantir que as grades de mesa do fogão sejam mais seguras.

“A instabilidade das grades responde por 27% dos relatos de acidentes com fogões. Por isso, optamos por abrir mão do selo para que as empresas possam desenvolver grades de espessuras e materiais diferentes que deem maior estabilidade às panelas”, explica Borges, que já adianta que o impacto na conta de gás não será significativo.

Outra medida adotada na portaria é a exigência de válvulas em cada um dos queimadores para garantir o corte do gás caso a chama se apague. O sistema é o mesmo já presente nos fornos, que, pela nova regra, terão grades que saiam mais da caixa do fogão para evitar queimaduras. A nova medida preverá ainda que o produto passe a contar com presilhas de fixação.

O novo regulamento para a fabricação de fogões no Mercosul deve ser publicado este ano. O prazo previsto para a implementação integral é de até quatro anos.

No entanto, Borges reafirma que, tão importante quanto rever as normas de segurança, é ensinar o consumidor a utilizar o eletrodoméstico corretamente. “Por isso, junto com a mudança na regulamentação, vamos fazer uma campanha de conscientização da população para alertar sobre os riscos e chamar atenção para a importância do relato dos acidentes ao Inmetro”, diz.