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FMI vê vantagens em fechar acordo com Argentina após outubro

Eric Martin e Patrick Gillespie
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Autoridades do Fundo Monetário Internacional veem certo benefício em esperar as eleições legislativas da Argentina em outubro para fechar o acordo de US$ 45 bilhões com o país, já que as negociações avançaram pouco seis meses depois de terem começado, de acordo com pessoas a par da situação.

Embora os negociadores do FMI prefiram chegar a um acordo com a Argentina o mais rápido possível, alguns acreditam que a procrastinação do governo pode ter um lado positivo. A Argentina poderia assumir um controle maior e se comprometer com políticas de maior alcance sem a pressão das eleições legislativas, disseram três pessoas com conhecimento das negociações, que não quiseram ser identificadas.

A prioridade do FMI é que a Argentina elabore um acordo que possa honrar e que retorne ao crescimento, e o Fundo sabe que não pode pressionar o país, disseram as pessoas.

Um porta-voz da organização em Washington disse que a equipe continua a negociar de forma construtiva com autoridades argentinas em um possível programa. O Ministério da Economia do país não quis comentar.

A Argentina iniciou as negociações com autoridades do FMI em setembro para reprogramar pagamentos de US$ 45 bilhões que o país deve ao credor de um acordo anterior. Líderes do governo inicialmente pretendiam fechar um acordo até maio, prazo que uma autoridade do FMI chamou recentemente de ambicioso. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, sinalizou a tensão no mês passado, dizendo que o FMI está engajado, mas “são necessários dois para dançar o tango”.

Autoridades de Buenos Aires reduziram as expectativas de um acordo. O presidente Alberto Fernández disse recentemente que não quer apressar as conversas. Fernández ainda não enviou um plano econômico detalhado ao FMI ou mesmo aos principais líderes da coalizão, um passo fundamental para que a negociação avance, de acordo com duas outras pessoas a par da situação, que também pediram para não serem identificadas.

Restrições políticas

Fernández, que lidera uma ampla coalizão peronista que inclui o grupo mais radical de esquerda da vice-presidente Cristina Kirchner, enfrenta um caminho político cada vez mais estreito com a aproximação das eleições de 24 de outubro. O anúncio de um acordo com o Fundo, que provavelmente incluirá promessas de austeridade fiscal, pode prejudicar a posição da coalizão governante em um país onde o FMI é geralmente visto como culpado pelas crises econômicas.

Nesse contexto, a visão mais positiva do FMI de negociar após as eleições traz ressalvas. Algumas autoridades temem que a economia esteja em pior estado no final do ano, sem um roteiro de políticas confiável no curto prazo. Também não está claro se Fernández terá mais consenso político para negociar logo após as eleições.

O ministro da Economia, Martín Guzmán, deve viajar a Washington no final do mês para retomar as negociações presencialmente com o FMI.

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