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FMI: recuperação na Eurozona será mais fraca do que o esperado em 2021

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De acordo com o FMI, a Espanha seria o país europeu em situação mais difícil, com uma queda do PIB estimada em 12,8% este ano
De acordo com o FMI, a Espanha seria o país europeu em situação mais difícil, com uma queda do PIB estimada em 12,8% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 5,2% para a zona do euro em 2021, um resultado menor do que o anunciado em junho, mas também suavizou sua previsão de recessão para este ano a -8,3%.

Em comparação com sua última avaliação da economia mundial, publicada em junho, a instituição com sede em Washington aumentou a previsão para 2020 em 1,9 ponto nesta terça-feira (13), mas reduziu a previsão para o próximo ano em 0,8 ponto, um sinal de que a recuperação econômica será trabalhosa. 

Esses números são levemente melhores que as previsões da própria UE divulgadas no mês de julho, que mencionaram um colapso de 8,7% da economia da Eurozona este ano.

No entanto, na mesma previsão a UE foi levemente mais otimista que o FMI para o próximo ano, já que indicou uma recuperação de 6,1%, quase um ponto percentual a mais do que a anunciada agora.

De acordo com o FMI, a Espanha seria o país europeu em situação mais difícil, com uma queda do PIB estimada em 12,8% este ano. Enquanto isso, a Itália registraria queda de 10,6% e a França de 8,3%.

A Alemanha, a maior potência exportadora do continente, veria um retrocesso de 6% este ano, apontou o FMI, já que a demanda da Ásia permaneceu sustentada.

O FMI também indicou que as coisas poderiam ter sido piores e elogiou os países europeus pelo ambicioso programa de gastos para atenuar os impactos econômicos da pandemia, especialmente o pacote de recuperação de 750 bilhões de euros da UE, que considerou um bom sinal.

Também destacou as históricas medidas adotadas pelo Banco Central Europeu, que impulsionaram os mercados de valores e mantiveram decididamente os preços dos empréstimos de países altamente endividados, como a Itália, em níveis mínimos históricos.

"Essas medidas agressivas desempenharam um papel crucial no apoio à confiança e prevenção de uma maior amplificação do impacto da covid-19 através do sistema financeiro", destacou o FMI.

Além disso, destacou a força do euro, principalmente em relação ao dólar americano. No período de abril a setembro, disse a instituição, "o euro se valorizou cerca de 4% devido às melhorias das perspectivas econômicas e ao aumento mais lento dos casos de covid-19".

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