FMI pede que Portugal racionalize o setor público

Lisboa, 20 nov (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI), que empresta, junto com a União Europeia (UE), 78 bilhões de euros a Portugal, aconselhou o país a racionalizar os salários públicos e transferências sociais para controlar as despesas fiscais.

Em comunicado, o organismo com sede em Washington felicitou os progressos de Portugal, especialmente na redução da dívida pública e no saneamento do setor bancário, mas alertou que o êxito do programa também dependerá da capacidade da UE para superar as atuais fissuras da zona do euro.

Um dia depois de autorizar junto à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu um novo lance de ajuda ao país de 2,5 bilhões de euros, o FMI julgou que o Executivo conservador luso deve "racionalizar ainda mais os salários e o emprego no setor público, assim como reformar pensões e outras prestações sociais".

Portugal tem que cortar 4 bilhões de euros em despesas fixas nos próximos cursos derivados do aparelho estatal, segundo cálculos do governo, muito criticado pela oposição e sindicatos, que previram que estas economias minguarão a qualidade dos serviços públicos.

"Em particular, as despesas fiscais podem ser ainda mais racionalizadas, enquanto os atuais incentivos fiscais têm que ser mais eficazes e reorientados à atividade do setor transacional", acrescentou o organismo dirigido por Cristine Lagarde.

O FMI alertou também em seu relatório que Portugal seguirá em recessão em 2013 - se estima uma queda de seu PIB de 1% - e com um desemprego recorde (maior que 16%), enquanto reconheceu que a "imperativa" disciplina fiscal que o país também tem que cumprir gera "ventos contrários" ao crescimento. EFE

Carregando...