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FMI pede ao G20 manutenção do gasto público ante crise provocada pela pandemia

(Arquivo) A diretora gerente do FMI, Kristalina Georgieva

A crise provocada pela pandemia de COVID-19 vai exigir a manutenção do gasto público para estimular a economia, afirmou nesta quinta-feira a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a poucos dias da reunião virtual do G20 que será organizada pela Arábia Saudita.

Kristalina Georgieva estabeleceu uma linha de prioridades:: manter e se necessário ampliar as medidas de proteção social, continuar com o gasto público para estimular a economia e aproveitar a oportunidade para construir um mundo mais "justo" e "verde".

"Temos uma daquelas oportunidades que acontecem uma vez em um século de construir melhor: um mundo mais justo e mais equitativo, mais verde e sustentável, mais inteligente e, sobretudo, mais resiliente", completou Georgieva.

O G20, grupo dos países mais desenvolvidos do planeta e das principais nações em desenvolvimento, se reunirá em um momento de grande incerteza, depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a pandemia segue avançando e já provocou mais de 580.000 mortes.

"Ainda não estamos fora de perigo. Uma segunda onda global da doença poderia provocar mais perturbações na atividade econômica", advertiu Georgieva.

O FMI prevê que a economia global registre uma contração de 4,9% em 2020, uma crise que na América Latina implicará uma queda de 9,4% do PIB.

Georgieva admitiu que os crescentes e importantes níveis da dívida são uma preocupação séria, mas advertiu que, neste momento da crise, o custo de uma retirada prematura é maior do que a manutenção do apoio até quando for necessário.

No momento em que muitos países iniciam a reabertura, a diretora gerente do FMI admitiu que o mundo está "em uma nova fase da crise", que vai exigir mais agilidade das políticas para assegurar uma recuperação duradoura e compartilhada.