Mercado fechado
  • BOVESPA

    100.883,74
    +343,91 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.816,80
    +614,99 (+1,61%)
     
  • PETROLEO CRU

    40,10
    -1,60 (-3,84%)
     
  • OURO

    1.925,50
    +10,10 (+0,53%)
     
  • BTC-USD

    12.744,37
    +1.687,36 (+15,26%)
     
  • CMC Crypto 200

    255,32
    +10,43 (+4,26%)
     
  • S&P500

    3.451,33
    +8,21 (+0,24%)
     
  • DOW JONES

    28.314,72
    +5,93 (+0,02%)
     
  • FTSE

    5.776,50
    -112,72 (-1,91%)
     
  • HANG SENG

    24.754,42
    +184,88 (+0,75%)
     
  • NIKKEI

    23.639,46
    +72,42 (+0,31%)
     
  • NASDAQ

    11.712,50
    +51,75 (+0,44%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6552
    +0,0288 (+0,43%)
     

FMI pede ações urgentes para prevenir crises de dívida em países pobres e emergentes

Lucas de Vitta
·2 minutos de leitura

Diretora-gerente do fundo alertou para o risco de uma onda de calotes e sugeriu ajustes nos prazos de pagamentos dos compromissos O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu nesta quinta-feira ações urgentes para prevenir crises de dívida em países pobres e emergentes. Em uma postagem no site da entidade, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, mostrou preocupação com a situação de algumas economias após a crise provocada pela covid-19. Georgieva alertou para o risco de uma onda de calotes de dívidas soberanas, a menos que medidas temporárias implementadas no início deste ano sejam estendidas. Ela também sugere que prazos de pagamentos sejam revisados. “Nenhuma crise da dívida ainda aconteceu graças às ações políticas decisivas de bancos centrais, autoridades fiscais, credores bilaterais oficiais e instituições financeiras internacionais nos primeiros dias da pandemia”, escreveu Georgieva. “Essas ações, embora essenciais, estão rapidamente se tornando insuficientes.” A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alerta para o risco de uma onda de calotes em economias emergentes Andrew Harrer/Bloomberg O FMI reiterou o pedido para que o G-20 prorrogue a suspensão do pagamento das dívidas dos países mais pobres até 2021. Para ela, caso isso não ocorra, pode haver problemas econômicos generalizados. O esquema, criticado por não conseguir garantir a participação de credores privados, expira no fim do ano. Recentemente, o G-7 mostrou apoio à prorrogação do alívio. Os países do G-20 devem discutir a medida neste mês. Sem um novo apoio, a lista de países vulneráveis deve crescer, segundo o FMI, que projeta um crescimento médio de 10 pontos percentuais da relação dívida/PIB em economias emergentes neste ano, na comparação com os níveis pré-pandemia. “Muitos desses países podem sofrer uma segunda onda de dificuldades econômicas, desencadeada por inadimplência, fuga de capitais e austeridade fiscal”, afirmou Georgieva. “Prevenir tal crise pode fazer a diferença entre uma década perdida e uma recuperação rápida, que coloca os países em uma trajetória de crescimento sustentável”. O FMI também recomenda que países com grandes dívidas trabalhem para reestruturá-las o mais rápido possível. Argentina e Equador, por exemplo, conseguiram renegociar parte de suas dívidas externas com credores privados nos últimos meses. “Países com vulnerabilidades de dívida devem enfrentá-las com urgência por meio de uma combinação de gestão e medidas para restaurar o crescimento”, sugeriu Georgieva. “Onde a dívida é insustentável, ela deve ser reestruturada, quanto mais cedo, melhor. As reivindicações do setor privado devem ser incluídas, quando isso for aplicável. Ignorar os problemas de solvência só os torna piores.”