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FMI melhora perspectiva para América Latina em 2021, com revisão em alta para Brasil e México

·2 minuto de leitura
Logo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou nesta terça-feira (26) as perspectivas de crescimento para América Latina e Caribe em 2021, a 4,1%, devido à revisão em alta das duas grandes economias da região: Brasil e México.

No entanto, alertou que no caso mexicano o nível da atividade anterior à crise não será recuperado até pelo menos 2022.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou em um uma atualização de seu relatório "Perspectivas Econômicas Mundiais" (WEO, na sigla em inglês) que a região crescerá 0,5 ponto percentual acima do previsto em outubro.

O Brasil terá desempenho 0,8 ponto percentual acima do projetado, com crescimento de 3,6% este ano, e a economia mexicana crescerá 4,3%, 0,8 ponto percentual a mais do que esperavam os economistas do FMI.

A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, afirmou em coletiva de imprensa que na região as contrações foram de diferentes magnitudes e que também há "diferentes velocidades de recuperação".

Em 2020, em média, o PIB da região caiu 7,4% e a crise provocou uma contração de 4,5% no Brasil e de 8,5% no México.

Neste relatório, o FMI não divulgou previsões para todos os países, apenas para as duas maiores economias e destacou as diferenças entre ambas.

Há "grandes diferenças entre Brasil e México. Há vários fatores que desempenham um papel importante, incluindo o valor das políticas de alívio implementadas e qual tipo de apoio fiscal foi usado", afirmou a economista.

A região tem sido uma das áreas mais afetadas no mundo pela pandemia e o Brasil é o segundo país com mais mortes em nível global, com 270.000 óbitos pela covid-19. Enquanto isso, o México está em quarto lugar, com 150.000 mortes.

O governo de Jair Bolsonaro adotou uma política agressiva de auxílio, que durante nove meses beneficiou 68 milhões de brasileiros, quase um terço da população, incentivando o déficit fiscal e o endividamento.

Já o México evitou adotar uma política anticíclica e optou pela austeridade em meio à forte crise.

- Recuperação em duas velocidades -

A economista-chefe do FMI explicou para o caso do México que, se analisar o efeito acumulativo da crise, o país só retornará aos níveis de atividade pré-covid em 2022 ou inclusive depois.

Além disso, Gopinath destacou que no México existe "uma recuperação em duas velocidades".

"Estamos observando que o crescimento vem da demanda externa, com um aumento das exportações, mas por outro lado a demanda interna continua abatida", explicou.

A funcionária do FMI também apontou que a recuperação nos Estados Unidos, um mercado ao qual a economia mexicana está muito exposta, também pode ser determinante.

Segundo o FMI, a economia global crescerá 5,5% este ano e 4,2% no ano seguinte.

Para 2022, o FMI também melhorou levemente suas previsões para a América Latina, com um aumento de 0,2 pontos percentuais para 2,9%, abaixo do nível de crescimento da economia mundial.

an/mr/aa