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FMI incentiva China a impulsionar consumo interno

Vitor Gaspar, do Fundo Monetário Internacional, em foto tirada em 18 de abril de 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) incentivou nesta quarta-feira (7) a China, que vive uma forte recuperação da crise da covid-19, a adotar um novo modelo de crescimento econômico baseado mais no consumo interno do que no investimento público.

"É importante ressaltar que, no futuro, a China pode usar a política fiscal para facilitar a transformação para um novo modelo de crescimento", disse a repórteres Vitor Gaspar, diretor de finanças públicas do FMI.

Um modelo, afirmou, "que dependa menos do investimento em infraestruturas públicas e mais no consumo privado".

A China, que tem um espaço fiscal significativo, pode tirar vantagem disso para "fortalecer as redes de seguridade social e reformar o sistema tributário", disse Gaspar durante entrevista coletiva à margem das reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial.

Na semana passada, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, enviou a mesma mensagem à segunda maior economia do mundo, considerando seu forte crescimento "um tanto desequilibrado".

A economia da China já recuperou o terreno perdido durante a pandemia, mas Gaspar considerou que tem sido "altamente dependente do apoio público, do investimento público, enquanto o consumo privado não se recuperou tão rapidamente como esperávamos".

Para alcançar "uma recuperação duradoura", ele observou que a China deve "trabalhar no sentido de apoiar a recuperação do setor privado, em oposição ao setor público".

O FMI projeta um crescimento para a China de 8,4% este ano e de 6,5% em 2022.

A China também deve ter o cuidado de manter seu apoio fiscal e não retirá-lo de forma prematura, observou Gaspar, uma recomendação do FMI que se aplica a países de todo o mundo.

"Claramente, a China tem espaço fiscal (e) deve manter a flexibilidade na política fiscal e evitar a retirada prematura do apoio fiscal", disse ele durante um briefing sobre o relatório Fiscal Monitor do FMI.

Ele enfatizou, porém, que "os países também têm contextos muito diferentes, assim como as dinâmicas da covid-19 são diferentes".

"As políticas fiscais devem, portanto, ser evolutivas para se adaptar" e dar uma assistência mais específica, destacou.

Dt-hs-ad/rs/mr